A defesa legal do senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma representação formal junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Os advogados apontam a existência de uma manobra digital estruturada para manipular os resultados de buscas no Google e direcionar o debate político na internet.
Estratégia coordenada no WhatsApp De acordo com os autos do processo, a mobilização teria sido orquestrada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A petição aponta que o parlamentar utilizou sua influência e sua base de apoiadores para inflar artificialmente o interesse em determinadas temáticas eleitorais durante o pleito.
O documento aponta que o parlamentar, na qualidade de gestor do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, convocou os milhares de inscritos na plataforma a realizarem pesquisas específicas no Google com a frase “Bolsonaro mandou matar Lula”, além de exigirem publicações massivas com hashtags na rede social X. Toda a operação direcionada teria ocorrido no dia 20 de outubro, entre as 16h47 e 17h59.
Impacto nos algoritmos digitais Os representantes jurídicos sustentam ainda que o deputado planejava expandir a ofensiva digital de maneira continuada. Conforme a peça jurídica, o parlamentar teria sinalizado o propósito de lançar novos motes de busca a cada período de 24 horas até a conclusão da votação.
Além disso, a acusação destaca que os participantes receberam instruções para disfarçar o caráter partidário da ação, simulando neutralidade para burlar os mecanismos de moderação das big techs. A fundamentação da defesa se apoia em registros de áudio e legendas vinculados ao coordenador do grupo virtual.
Repercussão e alcance online O material apresentado à Justiça Eleitoral detalha que a articulação surtiu efeito prático nos indicadores de popularidade da internet. O termo impulsionado alcançou destaque no Google Trends e figurou entre os tópicos mais comentados do X, evidenciando o esforço para burlar os algoritmos e forçar o reconhecimento de relevância artificial.
Outros perfis associados à base governista, a exemplo do grupo “Lulaverso” e da conta @lulaversoficial, também são apontados por integrarem a rede de difusão de links estratégicos. O processo tramita no TSE para apurar as responsabilidades sobre a conduta digital relatada pelos advogados.






