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Ilha em Angra: Richarlison e Flávio Bolsonaro em disputa judicial

Entenda polêmica entre Richarlison, Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz sobre posse de ilha em Angra

O jogador de futebol Richarlison de Andrade, que atua como atacante do Tottenham, publicou um vídeo recentemente para voltar a acusar o senador Flávio Bolsonaro de envolvimento em uma disputa pela posse de um imóvel de luxo localizado na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Origem da controvérsia O conflito teve início em 2020, quando o atleta investiu cerca de R$ 10 milhões na compra da mansão por meio de uma empresa da qual faz parte como sócio. De acordo com o jogador, o político demonstrou interesse na aquisição, mas o negócio não foi fechado após uma recusa de venda. O atacante aponta que o senador se associou ao advogado Willer Tomaz para retirar seus direitos sobre a propriedade.

Por outro lado, o parlamentar nega participação no caso, embora tenha visitado o local e constado como testemunha no processo judicial. Já a defesa do advogado sustenta que sua empresa adquiriu de forma legal os direitos de ocupação da ilha.

Apresentação de provas Respondendo a um desafio sobre a comprovação de seus direitos, o atleta exibiu registros em vídeo. “Estarei mostrando aqui agora os documentos que comprovam que eu comprei a ilha. Foi tudo na frente do juiz, foi tudo na frente do desembargador do Rio de Janeiro e foi tudo correto”, afirmou o atacante.

Os papéis divulgados incluem contratos de cessão de direitos e comprovantes de pagamentos direcionados a antigos ocupantes, totalizando R$ 4,66 milhões apenas nessa etapa, além de gastos com segurança e reformas. O atacante também expôs registros administrativos da Secretaria do Patrimônio da União para apontar suposta celeridade em trâmites do grupo rival.

Tramitação jurídica A briga chegou aos tribunais em 2022 por meio de uma ação de reintegração de posse. A disputa envolveu contestações sobre assinaturas de antigos proprietários e decisões provisórias. Em maio de 2023, o juiz responsável extinguiu o processo principal sem julgar o mérito devido a divergências entre sócios da empresa autora. Anos mais tarde, o Superior Tribunal de Justiça manteve entendimentos favoráveis ao grupo ligado a Willer Tomaz, e o caso foi arquivado definitivamente em janeiro de 2026.

Novas frentes e investigações Além da cobrança pública feita nas redes sociais, com frases como “Lutar pelo que é justo, né? Então devolve minha ilha!!!”, o caso gerou pedidos de investigação no Ministério Público Federal por parte de um coletivo. O atleta também declarou que tentou contato direto com o senador e prometeu destinar parte de uma eventual indenização para um hospital em sua cidade natal.

Enquanto a defesa do advogado ressalta que as instâncias judiciais foram favoráveis aos seus clientes e que o negócio passou por inquérito arquivado por falta de crimes, o atacante reforça sua posição: “Eu estou aqui lutando pelo que é meu, que é direito meu, e vou lutar até o final”.

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