O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 3,4% em 2024, conforme apontam os dados revisados divulgados nesta sexta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Riqueza nacional atinge R$ 11,7 trilhões
Com o resultado oficial, a soma de todas as riquezas produzidas no país alcançou R$ 11,7 trilhões no período. O anúncio faz parte do cronograma habitual de revisão do Sistema de Contas Nacionais, processo que refina os indicadores econômicos utilizando fontes complementares de informação.
Embora os números digam respeito ao ano de 2024, a publicação ocorreu apenas agora devido ao prazo necessário para a liberação de bases de dados externas e à checagem minuciosa. Conforme a metodologia do instituto, o panorama definitivo e sem novos ajustes só é consolidado dois anos após a primeira apuração.
Desempenho dos setores produtivos
Entre as principais atividades econômicas, o setor de serviços liderou a expansão com alta de 3,8% no ano. Na sequência, a indústria avançou 3,1%, enquanto a agropecuária apresentou retração de 3,7%.
No geral, 11 dos 12 ramos investigados pelo órgão estatístico registraram estabilidade ou avanço, com a exceção restrita ao setor agropecuário.
Consumo das famílias e investimentos
O consumo das famílias, que responde por 64% de toda a economia nacional, apresentou um salto expressivo de 5,1%. Já as despesas de consumo final do governo tiveram alta de 2%. Ao todo, as despesas de consumo final — que incluem cidadãos, administrações públicas e entidades sem fins lucrativos — cresceram 4,4%.
Outro destaque positivo foi a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o investimento produtivo em máquinas, equipamentos e novas tecnologias, que subiu 6,9% após uma queda de 3% no ano anterior. Com isso, a taxa de investimento fechou em 16,9%.
Evolução e projeções futuras
A trajetória de crescimento sofreu uma retração no período seguinte. Em 2025, o PIB brasileiro fechou com alta de 2,3%, evidenciando uma desaceleração frente ao ritmo observado em 2024.
Para os próximos anos, as expectativas do mercado financeiro apontam para uma alta de 1,76% em 2026, conforme a edição mais recente do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. As projeções seguintes indicam expansão de 1,2% para 2027 e de 1,8% para 2028.






