A proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio eleva a tensão entre os candidatos que disputam uma vaga no ensino superior. Para enfrentar a pressão da avaliação, os estudantes adotam métodos distintos de revisão e preparação. No Acre, duas jovens de 18 anos exemplificam abordagens completamente diferentes: enquanto uma intensificou a rotina, a outra optou por dosar o ritmo após enfrentar desgaste emocional.
Estratégia focada na qualidade
Após concluir o ensino médio, Débora Louzada percebeu que o excesso de horas debruçada sobre os livros não garantia um desempenho superior. Em busca da aprovação em direito, ela fará o exame pela quarta vez com um planejamento mais enxuto. “Ano passado não consegui ser aprovada e ainda fiquei sobrecarregada. Depois disso, decidi estudar menos, porém com qualidade”, ressalta.
Para otimizar o aprendizado, ela frequenta um cursinho presencial em Rio Branco e utiliza duas plataformas digitais de ensino. Na fase final de preparação, o foco está na resolução de dúvidas e na produção de dois textos semanais para treinar a redação. Além do apoio acadêmico, a estudante destaca o suporte psicológico: “Depois desse suporte que eu tenho, acabo colocando em prática o que venho discutindo na terapia também na hora dos estudos”, afirmou.
Maratona de 12 horas diárias
Em contrapartida, Talline Nicole Silva de Andrade mantém um ritmo exaustivo para tentar uma vaga em medicina, com preferência pelo processo seletivo da Universidade Federal do Acre. De segunda a sexta-feira, ela frequenta um cursinho particular das 7h30 às 17h45, complementando o cronograma em casa e durante os fins de semana.
“Normalmente, são até 9h de estudo por dia, mas isso varia bastante. Em alguns dias, estudo mais e já cheguei a completar 12 horas. Estou bem ansiosa e espero que seja uma boa prova para todos, ainda mais pelo tema da redação, que seja algo que nós estudantes tenhamos facilidade para falar”, disse.
Foco em simulados e controle da ansiedade
A experiência em edições anteriores permitiu que Talline identificasse suas principais deficiências, especialmente em matemática. “Esse ano eu foquei em trabalhar mais os meus erros e só aperfeiçoar as matérias que eu tinha menos dificuldade. Meu principal objetivo era reduzir meus déficits no segundo dia de prova e aumentar minha nota na redação”, explicou.
A estudante também aposta na resolução de simulados e na revisão dos conteúdos mais recorrentes. “Minha principal estratégia é fazer simulados e revisar os conteúdos mais recorrentes para a prova. A parte do meu estudo que mais me auxilia é corrigir as questões que eu erro nas provas que faço e revisar para não errar mais”, contou.
Apesar da dedicação intensa, ela reconhece a necessidade de pausas para manter o equilíbrio emocional. “O descanso é tão importante quanto o estudo em si”, declarou. “Uma coisa que sempre faço antes das provas é ouvir músicas relaxantes, organizar os materiais e preparar os lanches que vou levar para dentro de sala”, completou.
As provas do exame ocorrem em dois domingos consecutivos. No primeiro dia, os candidatos respondem a questões de linguagens, ciências humanas e elaboram a redação. No domingo seguinte, o foco se volta para matemática e ciências da natureza.






