A implementação do Pé-de-Meia Universitário está prevista para começar no ano de 2027, conforme anunciado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. O projeto voltado para o ensino superior priorizará alunos matriculados em universidades públicas que façam parte do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), com foco principal na permanência acadêmica e na diplomação.
Nova realidade nas universidades federais
A expansão da iniciativa atende a uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e responde à transformação demográfica observada nas instituições federais nas últimas duas décadas. Enquanto antigamente dois terços dos discentes vinham de colégios particulares, hoje a proporção se inverteu, sendo dois terços oriundos da rede pública.
O ministro da Educação (MEC), Leonardo Barchini, explicou o cenário durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, transmitido pela EBC (Empresa Brasil de Comunicação): “Como esse perfil de estudante mudou, precisamos dar outro tipo de assistência para que esse estudante permaneça. Porque acessar é uma das etapas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente difícil”.
Valores e estrutura financeira do programa
A partir de 2027, o auxílio financeiro contará com um formato específico para garantir o suporte aos universitários ao longo da graduação:
- Bolsa mensal: R$ 700 pagos durante 10 meses em cada ano letivo;
- Poupança mensal: R$ 250 depositados por mês ao longo de 10 meses, retidos em conta poupança;
- Resgate final: R$ 10 mil (mais correção inflacionária) sacados pelo aluno ao concluir o curso em 4 anos para ajudar no início da carreira profissional.
Sobre a condicionalidade do benefício, o chefe da pasta pontuou: “A contrapartida também vai ser permanecer na universidade, concluir o curso de uma forma integral, no tempo certo, para que a gente possa de fato transformar ainda mais esse país






