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PF desarticula rede que enviava brasileiras para prostituição

Operação da PF mira grupo que mandava brasileiras a Israel para prostituição

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 4, a Operação Dirty Dancing, focada em desmantelar uma rede criminosa especializada no recrutamento de mulheres brasileiras para fins de exploração sexual em Israel. O grupo também é suspeito de facilitar a entrada irregular das vítimas em outras nações e de se apropriar de parte dos ganhos obtidos com a atividade ilícita.

Detalhes da operação e medidas judiciais

Durante a ação, os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva e dois de busca e apreensão em Ananindeua, no Pará, além de um mandado de busca e apreensão em Goiânia. A Justiça Federal autorizou medidas severas contra os envolvidos, incluindo o bloqueio e sequestro de bens e valores que somam até R$ 10 milhões.

Adicionalmente, foi determinada a suspensão das atividades de duas empresas ligadas à suspeita presa, a retenção de passaportes, a imposição de monitoramento eletrônico e a proibição de que dois dos investigados deixem o território nacional.

O funcionamento do esquema criminoso

As investigações, iniciadas em fevereiro do ano passado após troca de informações com autoridades de Israel, revelaram que a líder do grupo utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair mulheres interessadas em oportunidades no exterior. A organização era responsável por toda a logística, incluindo o deslocamento e a hospedagem das vítimas.

No Brasil, operadores auxiliavam o esquema criando anúncios em sites especializados e gerenciando o agendamento de clientes para as mulheres. O dinheiro arrecadado no exterior era enviado de volta ao país por meio de uma rede clandestina de câmbio, utilizando brasileiros que residem fora para realizar as remessas.

Enquadramento legal dos investigados

A principal suspeita teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça, sendo apontada como o elo central de uma estrutura que operava de forma contínua para explorar mulheres em diversos países.

“Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio”, informou a PF em nota.

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