Entre os meses de fevereiro e outubro de 2026, os 24 deputados estaduais do Amazonas acumularam 414 ausências em sessões ordinárias realizadas na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). O balanço compreende um total de 95 reuniões legislativas no período, conforme os registros do Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL).
Parlamentares com maior índice de ausências
O levantamento detalha que o deputado Daniel Almeida (Avante) lidera o ranking de faltas, registrando 45 ausências, o que representa 47,37% — ou praticamente metade — das reuniões do período. Na sequência, o deputado Dr. George Lins (União) contabilizou 35 faltas, equivalente a 36,86%.
A relação dos parlamentares que mais se ausentaram prossegue com Rozenha (PSD), que acumulou 28 faltas (29,47%), seguido por Mário César Filho (União) e Carlinhos Bessa (União), ambos com 25 faltas (26,32%). Fechando o grupo com mais registros negativos, Thiago Abrahim (MDB) somou 24 ausências (25,26%). Vale destacar que, entre esses nomes, apenas Daniel Almeida não garantiu a reeleição nas urnas em 2026.
Deputados com menor número de faltas
Em contrapartida, o estudo apontou os parlamentares que mantiveram a maior frequência no plenário. O deputado Comandante Dan (Republicanos) foi o que menos faltou, com apenas duas ausências (2,11%). O segundo lugar na assiduidade ficou com o deputado Delegado Péricles (PL), que registrou quatro faltas (4,21%), seguido pelo atual presidente da Aleam, Adjuto Afonso (União Brasil), com cinco ausências (5,26%).
A lista dos menos faltosos inclui ainda Wanderley Monteiro (União), com seis faltas (6,32%), e a deputada Joana Darc (União), com oito ausências (8,42%).
Justificativas e regras da casa legislativa
O sistema oficial do legislativo estadual aponta que todas as 414 ausências computadas nos nove meses constam como justificadas. Contudo, a plataforma digital não especifica os motivos que levaram cada parlamentar a se ausentar das atividades plenárias.
As normas da Aleam permitem afastamentos mediante pedidos de licença em situações específicas, tais como missões diplomáticas, tratamentos de saúde, licenças-maternidade e paternidade, além da participação em eventos externos de interesse do mandato. Também é permitida a licença para tratar de interesses particulares, embora sem remuneração e com prazo máximo de 120 dias, mediante requerimento à Mesa Diretora. O regimento interno, contudo, não estipula um teto máximo para o total de faltas permitidas.
Nova rotina de trabalho no plenário
A dinâmica de funcionamento da assembleia passou por alterações estruturais após a aprovação do Projeto de Resolução Legislativa nº 09/2025, em fevereiro do ano passado. Anteriormente distribuídas em três dias da semana, as sessões ordinárias passaram a se concentrar em apenas dois dias.
Com duração média de três horas cada, a carga horária presencial obrigatória dos parlamentares em plenário passou a ser de pelo menos nove horas semanais.






