As comunidades de Beiru/Tancredo Neves e Pernambués, situadas em Salvador, figuram entre as maiores favelas do Brasil em quantidade de habitantes, conforme os dados do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
População e ranking nacional
Com uma população de 38.871 pessoas, a comunidade de Beiru/Tancredo Neves detém o título de favela mais populosa da Bahia, alcançando a 10ª colocação no ranking nacional. Logo em seguida, Pernambués aparece com 35.110 moradores, garantindo a 11ª posição em todo o país.
O levantamento oficial aponta que as cinco principais comunidades do estado estão situadas na capital baiana. Além das duas líderes, completam o topo do ranking estadual as localidades de Valéria (21.635), Bairro da Paz (20.509) e Santa Cruz (19.833). No interior do estado, o posto de maior comunidade pertence ao Teotônio Vilela, localizado em Ilhéus, que registrou 12.788 residentes.
Contexto das comunidades baianas
O mapeamento identificou 572 favelas na Bahia, o que representa 4,6% do total de 12.348 áreas semelhantes em território nacional. O estado ocupa a oitava posição no país em quantidade dessas localidades. Ao todo, 28 dos 417 municípios baianos possuem registros dessas áreas, com Salvador concentrando 262 delas, o equivalente a 45,8% do total estadual e figurando como a quinta cidade brasileira com mais localidades desse tipo.
O território baiano contabilizou 1,37 milhão de pessoas vivendo nesses locais em 2022, índice que equivale a 9,7% dos habitantes do estado e posiciona a Bahia com a quarta maior população residente em favelas no Brasil. A capital concentra a maior parte desse contingente, somando 1.033.258 pessoas, o que representa 42,7% da população soteropolitana.
Perfil demográfico e infraestrutura
As estatísticas revelam que a população dessas áreas possui características demográficas específicas. As mulheres correspondem a 53,4% dos moradores, superando a média geral do estado, enquanto os idosos com 60 anos ou mais somam 12,7%. Além disso, a proporção de pessoas que se autodeclaram pretas chega a 39,2%, quase o dobro da média registrada no restante da Bahia.
Em relação à infraestrutura básica, o estudo destaca disparidades acentuadas. Apenas 40,1% dos moradores dessas regiões residem em vias com calçadas, e 74,5% vivem em ruas desprovidas de arborização. O acesso à acessibilidade também é restrito, com apenas 1,5% das residências situadas em ruas equipadas com rampas para cadeirantes.






