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Donald trump aposta no cristianismo conservador para salvar midterms

Orações e cultos na Casa Branca: cristianismo vira peça-chave para governo Trump nas midterms

O governo norte-americano intensificou a aproximação com símbolos e práticas religiosas, transformando o cristianismo em peça central da estratégia eleitoral para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, que renovam parte do Congresso.

A investida religiosa da administração republicana Desde o início de seu mandato, a gestão atual tem levado a religião para o centro da administração federal, com o objetivo de tentar manter o controle do Legislativo diante de pesquisas que apontam vantagem democrata.

O apoio fiel dos evangélicos brancos O Partido Republicano aposta no eleitorado cristão, especialmente os protestantes evangélicos brancos, considerados o grupo mais leal a um presidente com baixa popularidade histórica, superando o índice de aprovação entre católicos e outros evangélicos.

Práticas religiosas dentro do governo Ao retornar à Presidência, o chefe do Executivo prometeu resgatar a religião no país. Entre as iniciativas adotadas estão a criação do Escritório da Fé e de Assuntos Religiosos na Ala Oeste, cultos mensais no Pentágono liderados pelo secretário de Guerra Pete Hegseth, rezas na sede do governo e apoio a canais de oração online.

Atores-chave e mudanças institucionais Enquanto o secretário de Guerra comanda cultos e enxugou a lista de religiões reconhecidas pelo Estado de 211 para 31 crenças — sendo 22 cristãs —, o vice-presidente JD Vance mobiliza influenciadores para associar a imagem do governo a um estilo de vida cristão conservador e antimoderno.

Visão de especialistas sobre o projeto político “A religião sempre esteve presente na política norte-americana. Mas Trump quer um cristianismo muito específico, um tipo de cristianismo antimoderno”, afirmou o antropólogo Rodrigo Toniol, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, destacando que a fé é usada para unificar o país e reivindicar o nacionalismo cristão.

Impacto nas urnas e oposição democrata Segundo a CEO do Instituto de Pesquisa de Religiões Públicas dos EUA, Melissa Deckman, as midterms são o pleito mais propício para o ganho de votos por meio dessa ideologia. A centralidade do tema fez a oposição reagir, com democratas como o ex-seminarista James Talarico utilizando a própria fé para criticar as políticas governamentais.

O cenário eleitoral e o sentimento dos eleitores Enquanto candidatos enfrentam questionamentos sobre suas crenças, eleitores como a pecuarista Elizabeth Marlett, em Iowa, manifestam preocupação com a guinada esquerdista da sociedade e reforçam a necessidade de resgatar os valores familiares tradicionais.

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