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Subprefeito do Butantã é acusado de desacato em show do BTS

Subprefeito do Butantã desacata policial durante show do BTS, diz PM

O subprefeito do Butantã, Gabriel Moherdaui Macedo, foi alvo de acusações de desacato e resistência após uma confusão com a Polícia Militar no último sábado (31). O incidente aconteceu durante a operação de segurança montada para o show da banda sul-coreana BTS, que ocorreu no estádio MorumBIS, localizado na Zona Sul da capital paulista. De acordo com o registro oficial na Polícia Civil, o servidor municipal teria ignorado ordens das autoridades, resistido à fiscalização e xingado um agente.

Abordagem policial e moto em área de pedestres

A situação teve início quando o policial militar Jorgenaldo Rodrigues Osmundo realizava patrulhamento ostensivo nas imediações do evento. Conforme o boletim de ocorrência, o agente flagrou uma motocicleta de grande porte trafegando por uma via exclusiva para pedestres, isolada justamente por conta da realização do espetáculo musical.

O condutor teria se aproximado em alta velocidade e de forma agressiva. Ao ser interpelado sobre a presença no local restrito, o motorista teria respondido que era prefeito, sendo identificado posteriormente por equipes de fiscalização do comércio ambulante como o subprefeito do Butantã.

Resistência, ofensas e uso de algemas

O documento policial aponta que o agente exigiu que o condutor desligasse o veículo e apresentasse os documentos obrigatórios. Contudo, o servidor se recusou a obedecer e alegou que acionaria superiores hierárquicos da corporação.

O relato indica que Gabriel resistiu à busca pessoal e não quis acompanhar a guarnição até a delegacia. Mesmo com a chegada de reforços policiais e de outros funcionários municipais, a postura hostil teria persistido. O subprefeito passou a afirmar que era a autoridade máxima naquele local e teria proferido ofensas contra o agente, chamando-o de “um bosta” e dizendo que ele iria “se fod#”.

Além disso, o servidor teria mencionado o próprio cargo para insinuar represálias profissionais contra o policial. Diante do impasse, o subprefeito acionou autoridades superiores e até mesmo o prefeito compareceu ao local, mas a intervenção não impediu o andamento da ocorrência. O agente manteve o procedimento e, devido à resistência, utilizou força física para a contenção e o uso de algemas antes de encaminhar o investigado à delegacia.

Versão do subprefeito e registro do caso

Em sua defesa prestada à Polícia Civil, Gabriel Moherdaui Macedo argumentou que estava em serviço de fiscalização e organização do evento. Ele justificou que usava a moto particular para acompanhar o trabalho das equipes e que tinha autorização para ultrapassar o bloqueio viário após se apresentar como subprefeito.

O servidor negou qualquer tipo de resistência física e garantiu ter acatado a ordem de parada. No entanto, alegou ter sofrido agressões por parte dos policiais, citando um soco na boca, golpes na nuca e uma chave de pescoço. Embora tenha admitido uma discussão acalorada com exaltação verbal, ele negou intenção de ofender os agentes e pontuou que imagens de monitoramento podem comprovar os fatos. O policial militar negou as agressões e sustentou que a força foi empregada estritamente para vencer a resistência.

O caso foi formalizado como desacato, enquadrado no artigo 331 do Código Penal. Por se tratar de um delito de menor potencial ofensivo, a autoridade policial elaborou um Termo Circunstanciado para envio ao Juizado Especial Criminal, enquanto imagens de segurança de um edifício próximo devem ajudar a esclarecer as circunstâncias do episódio.

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