A partir deste domingo (1º), as distribuidoras de combustíveis passam a pagar mais caro pelo querosene de aviação (QAV), após um novo reajuste anunciado pela Petrobras. O combustível sofreu uma alta de 7,2%, o que representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro na comparação com os valores praticados no mês anterior.
Sequência de altas nas refinarias
Esta alteração tarifária consolida uma sequência de aumentos mensais consecutivos no setor aéreo. No mês de outubro, a cotação já havia registrado elevação próxima a 12% em bases estratégicas de distribuição pelo território nacional, logo após um encarecimento médio de cerca de 13,9% verificado em setembro.
Impacto das tensões globais e conflitos
De acordo com esclarecimentos da empresa, a correção nos valores acompanha o comportamento de alta nas cotações internacionais do produto. O cenário é pressionado diretamente pelos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, além da diminuição na capacidade produtiva de refinarias na Ucrânia e na Rússia em virtude do confronto armado entre as duas nações.
Dinâmica dos contratos e metodologia de preços
Seguindo as diretrizes contratuais estabelecidas, os valores cobrados pela estatal às companhias distribuidoras sofrem atualizações mensais sempre no começo de cada período.
A metodologia de precificação adotada no mercado brasileiro foi desenhada para amortecer oscilações bruscas de curto prazo, gerando correções mais brandas que aquelas registradas no exterior.
“Nos principais mercados internacionais, os preços do QAV destinados às companhias aéreas são ajustados com maior frequência, podendo chegar a revisões diárias, o que faz com que reflitam mais rapidamente as condições de mercado”, explicou a companhia em nota.
“Nesse contexto, as variações acumuladas desde o início do conflito têm sido superiores nos mercados internacionais às observadas no Brasil, indicando que o preço do QAV da Petrobras permanece competitivo”, acrescentou.






