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Estudo aponta avanço de mercado clandestino de bets em países com restrições

Mercado ilegal cresceu em países que restringiram bets, diz estudo

Pesquisa recente conduzida pelo Ranking dos Políticos avaliou os reflexos de proibições e limitações impostas às apostas virtuais em 11 nações ao redor do mundo. A análise apontou que restrições severas frequentemente resultam no deslocamento de apostadores para redes clandestinas, além de provocarem retração na arrecadação pública e evasão de divisas para o exterior.

Modelos regulatórios avaliados no exterior O levantamento examinou diferentes abordagens regulatórias adotadas internacionalmente, englobando desde a proibição integral e o veto a empresas estrangeiras até formatos de monopólio estatal e restrições severas à propaganda comercial. A lista de nações investigadas compreende China, Estados Unidos, Índia, Suíça, Noruega e Indonésia.

No caso chinês, onde a atividade é terminantemente proibida, estimativas indicam que aproximadamente US$ 145 bilhões deixaram o país de maneira clandestina apenas em 2020 para financiar palpites em plataformas estrangeiras. Uma dinâmica parecida foi observada na Indonésia: mesmo com uma retração nos montantes movimentados, cerca de 12,3 milhões de cidadãos realizaram aportes financeiros em sites ilegais, demonstrando a forte resiliência da demanda.

“Os casos analisados mostram um padrão comum: a proibição total das apostas online reduz a oferta legal e visível, mas não elimina a demanda, causando consequências indesejadas também. Parte dessa demanda migra para operadores estrangeiros ou clandestinos”, conclui o levantamento.

Impactos e debates no cenário brasileiro O debate ganha relevância no Brasil após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar, em setembro, uma medida provisória que vetou a exploração, a comercialização, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no território nacional, além de revogar as autorizações emitidas anteriormente para empresas do segmento.

A decisão governamental gerou reações jurídicas imediatas. Organizações como a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e a Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) ingressaram com ações no Supremo Tribunal Federal para contestar a eficácia da norma e requerer sua suspensão cautelar até a apreciação definitiva pelo plenário da Corte.

Para debater os desdobramentos da matéria, o ministro Luiz Fux convocou uma audiência pública agendada para a próxima terça-feira (3.nov), reunindo autoridades governamentais, representantes do mercado regulado e dirigentes de clubes de futebol.

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