Os Estados Unidos decidiram cancelar a tradicional foto de família que marcaria a abertura da reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, realizada na sexta-feira (30.out.2026). A anulação ocorreu devido à recusa de várias delegações, incluindo Austrália, Reino Unido e países da União Europeia, de posar ao lado do chanceler da Rússia, Sergei Lavrov.
O impacto do boicote diplomático
De acordo com informações de veículos internacionais, aproximadamente um terço dos países participantes do encontro deixou evidente que se recusaria a aparecer em um registro fotográfico com representantes russos. Diante do impasse, a ordem para suspender a sessão solene de imagens partiu do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Apelo por união e reações na mesa de debates
Durante a abertura das discussões, o representante norte-americano fez um apelo urgente por união frente aos desafios globais que afetam a segurança e o comércio mundial. “Estamos em um momento crítico”, disse Rubio.
Antes mesmo do início da plenária, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, pontuou que o país “não mantém esse tipo de interação com os russos” há anos.
O cenário de divisões profundas também foi comentado por outras lideranças presentes. Ao falar com jornalistas, o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radosław Sikorski, declarou: “Temos guerras em curso e participantes dessas guerras sentados à mesma mesa. Portanto, é muito difícil chegar a um consenso”.
O cancelamento evidencia as severas tensões geopolíticas e o isolamento imposto à diplomacia russa por potências ocidentais e seus aliados em fóruns multilaterais.






