O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) esteve com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e expressou forte apreensão com o estado de saúde do ex-mandatário durante o encontro.
Crises de saúde e mudanças físicas
Segundo Carlos, o ex-presidente voltou a sofrer com crises de soluço e apresenta um quadro psicológico delicado. O parlamentar eleito também apontou transformações no corpo de Jair Bolsonaro, destacando a perda de peso combinada com o aumento do abdômen.
Durante um pronunciamento em vídeo gravado após a visita, Carlos evitou aprofundar temas políticos por receio de represálias. “Tenho medo do que podem fazer”, declarou. Na mesma gravação, ele comentou sobre a saída dos irmãos Flávio e Eduardo do território nacional e citou as detenções ligadas aos protestos de 8 de janeiro.
Disputa pela liderança do Senado
Mesmo diante do cenário de preocupação familiar, o apoio à candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) para a Presidência do Senado foi mantido pelo grupo. A articulação do Partido Liberal visa posicionar Marinho na disputa contra o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que articula sua recondução ao cargo.
“A gente tem uma eleição do Senado agora, nosso candidato Rogério Marinho, e a gente vai seguir essa linha para que a gente possa defender minimamente tudo aquilo que a gente acredita, tudo aquilo que a gente prometeu para vocês. A luta vai continuar. Vamos nessa”, afirmou. O pleito está agendado para 1º de fevereiro de 2027, coincidiendo com a posse dos parlamentares escolhidos em 2026.
Situação de Flávio e Eduardo no exterior
O contexto familiar e político também envolve o deslocamento internacional dos irmãos de Carlos. Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos na companhia da esposa e das duas filhas, motivado pelo temor de sanções por parte do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A viagem ocorreu após solicitação da Polícia Federal para retenção dos passaportes, ordem que foi chancelada por Moraes.
Por sua vez, Eduardo Bolsonaro reside em solo norte-americano desde fevereiro de 2025, justificando a estadia como exílio devido a perseguições políticas. O ex-deputado teve o mandato cassado por excesso de faltas na Câmara dos Baixos e perdeu suas funções como escrivão da Polícia Federal.






