O característico gesto com os dedos que marca a trajetória política de Luiz Inácio Lula da Silva ultrapassou as fronteiras nacionais e passou a ser adotado por lideranças e manifestantes de esquerda em diferentes partes do globo, consolidando-se como um emblema de resistência e esperança.
Presença internacional do gesto
Atualmente, o sinal é utilizado em nações como México — pela presidente Claudia Sheinbaum —, além de Espanha, Líbano, Chile, Itália e França. Durante um discurso em Barcelona, a ex-prefeita Ada Colau utilizou o gesto ao declarar publicamente: “Pela esperança. Palestina livre, por Lula no Brasil, pela esperança”.
No cenário chileno, parlamentares reproduziram a mesma movimentação com as mãos no Congresso local para comemorar o resultado eleitoral. Manifestantes italianos e franceses também adotaram a prática durante atos públicos voltados ao enfrentamento de grupos de extrema direita.
Expansão de estratégias digitais
Além da manifestação física, a esquerda internacional passou a replicar táticas de mobilização virtual originadas no Brasil, como o canal de mensagens digital focado na ampliação de conteúdos políticos.
Na Argentina, o grupo juvenil ligado à oposição a Javier Milei viu seu canal saltar de 41 mil para 60 mil membros. Na França, o espaço oficial de apoiadores de Jean-Luc Mélenchon registrou um salto expressivo de 57 mil para 147 mil participantes. Por fim, na Espanha, a iniciativa alinhada ao primeiro-ministro Pedro Sánchez avançou de 25 mil para 42 mil integrados.






