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Força Nacional amplia atuação para proteger aldeias Guarani Kaiowá no MS

Aldeias Guarani Kaiowá vão receber proteção da Força Nacional

As comunidades indígenas Guarani Kaiowá situadas no estado de Mato Grosso do Sul contarão com um reforço na segurança. O governo federal determinou a expansão e o aumento do efetivo da Força Nacional na região de fronteira com o Paraguai para salvaguardar essas populações.

Estratégia minuto a minuto na fronteira

A medida foi divulgada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, durante inspeção às comunidades locais ocorrida no sábado (31.out.2026). A estratégia prevê patrulhamento ostensivo permanente e comunicação ágil com as forças de segurança federais e estaduais para coibir crimes.

“A Força Nacional inclusive, além da presença numérica atual, vai ter um reforço, está adotando um procedimento que eu reputo muito importante, que é o procedimento que eles chamam de Minuto a Minuto. Eles estarão sempre no terreno, sempre na área de operações disponíveis para se deslocar onde qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça, sendo acionados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais”, declarou o ministro.

De acordo com o titular da pasta, o sistema repassará dados visuais e identificação prévia das ocorrências, auxiliando na verificação de autorias e evidências materiais sempre que viável.

Visita ministerial e investigações sobre ameaças

A viagem oficial ocorreu na sequência de alertas sobre hostilidades e agressões contra nativos na região sul-mato-grossense, amplamente repercutidas após o segundo turno das eleições presidenciais da semana anterior. A comitiva integrou também os ministros Eloy Terena, responsável pela pasta dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos, que passaram pelas aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia.

Registros compilados pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) apontam mais de 30 ocorrências. Na comunidade de Sassoró, circulou um áudio em aplicativos de mensagens indicando um plano para contaminar o sistema de abastecimento de água, com suspeita de envolvimento de um funcionário público municipal.

O ministro Eloy Terena confirmou que depoimentos foram colhidos pela Polícia Federal e que a potabilidade da água passará por checagens rigorosas. Ele pontuou que o volume de dados recebidos passa por filtragem para separar fatos recentes de episódios antigos.

“Nós recebemos 10 casos, depois de filtrar tudo que foi recebido. E desses 10 casos, 4 são aqui de Mato Grosso do Sul. Até o momento. Lógico que é uma averiguação preliminar. Apenas esse caso do envenenamento que tem uma ligação direta com crime político. Os outros até o momento não, mas é claro que não serão descartados”, disse Eloy Terena.

Apoio às vítimas de violência

Como medida de amparo, a pasta dos Direitos Humanos disponibilizou estruturas de proteção para os alvos das ameaças. Atualmente, mais de 80 indígenas do estado já recebem assistência por meio dessa iniciativa governamental.

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