O governo de Donald Trump utilizou a data de Halloween para promover publicações agressivas nas redes sociais, exaltando a detenção de migrantes e a eliminação de estrangeiros considerados inimigos pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.
Campanha de imigração e cultura pop
A agência de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), responsável por comandar uma forte campanha de deportações em massa de estrangeiros sem documentos regulares, compartilhou na rede social X um material de um minuto embalado pelo clássico “Thriller”, de Michael Jackson.
A produção audiovisual inicia com referências a longas-metragens de terror antes de exibir sequências de prisões e abordagens a migrantes, acompanhadas por textos informativos que destacam declarações como “este sujeito era procurado por homicídio”.
Atuação militar e citação direta
Em outra frente digital, o Departamento de Defesa também recorreu à plataforma para divulgar um registro em preto e branco que intercala lançamentos de mísseis e movimentações de tropas com trechos de falas do próprio presidente americano prometendo o extermínio de traficantes de entorpecentes.
A publicação veio acompanhada da frase oficial: “À espreita dos inimigos dos Estados Unidos”. O conteúdo ainda integrou trechos do secretário de Defesa Pete Hegseth jurando matar qualquer um que mate americanos.
Repercussão e histórico de provocações
Por sua vez, a Agência Federal de Investigação (FBI) apostou em uma animação com uma caricatura de seu diretor, Kash Patel, modificando a letra da canção de Michael Jackson para enfatizar dados sobre uma suposta redução nos índices de criminalidade.
A administração central e o próprio líder norte-americano costumam difundir materiais de teor provocativo na internet com o objetivo de polarizar e gerar reações contrárias de opositores.
Diante desse cenário, diversas entidades e críticos apontam que produções dessa natureza, especialmente aquelas voltadas contra imigrantes em situação irregular, carregam forte teor degradante e discriminatório.






