O comentarista político Paulo Figueiredo classificou como “bobagem” a projeção de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) possa concorrer à Presidência da República no pleito de 2030. Em manifestação divulgada nesta sexta-feira (30.out.2026) na plataforma digital X, ele enfatizou a expectativa por um pleito antecipado e reforçou o apoio eleitoral à família do ex-presidente.
“É bobagem esse negócio de que Flávio Bolsonaro será candidato em 2030. Se Deus quiser, teremos novas eleições muito antes disso! E o povo vai votar BOLSONARO de novo. Só precisamos nos assegurar que sejam eleições limpas”, escreveu.
Polêmica envolvendo correspondências nos Estados Unidos A declaração do comunicador veio a público apenas um dia após ele esclarecer os equívocos presentes nas cartas emitidas por Flávio em território norte-americano. Figueiredo, que havia tornado públicas as duas primeiras edições do comunicado, apontou o ChatGPT como responsável pelas incorreções textuais.
Segundo o relato, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) solicitou à inteligência artificial a inclusão do brasão oficial, mas o sistema acabou resgatando um trecho obsoleto de um rascunho anterior. O jornalista afirmou ainda que obteve permissão para repassar o material aos órgãos de imprensa.
Evolução das versões do documento O episódio gerou três redações distintas divulgadas em sequência ao longo da tarde:
A primeira versão, lançada às 16h43, exibia o brasão de armas nacional acompanhado da grafia arcaica “Brazil”, com a letra “z”, termo que deixou de ser oficial em 1931. O segundo arquivo, publicado às 16h56, substituiu o brasão pelo emblema contemporâneo da “República Federativa do Brasil”, embora ambos os textos nominassem Flávio como “presidente eleito”. A terceira e última alteração, às 17h41, modificou a autodesignação do político para “líder do Brasil”.
Saída do país e contexto eleitoral recente A repercussão ocorre após a saída do Brasil por parte do senador na última terça-feira (27.out). Acompanhado de sua esposa e de suas duas filhas adolescentes, o parlamentar deixou o território nacional sob alegação de temor diante de eventuais determinações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A movimentação aconteceu paralelamente aos trâmites da Polícia Federal, que emitiu uma solicitação de retenção do passaporte de Flávio exatos sete minutos após o término da apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral, às 21h09 de 25 de outubro de 2026. Naquela ocasião, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sagrou-se vencedor com 64.256.232 votos (51,79%), superando os 59.826.041 votos (48,21%) obtidos por Flávio Bolsonaro. O magistrado responsável autorizou prontamente o pedido policial para bloquear os documentos de viagem do senador e impedir sua saída do país.






