Um motorista de aplicativo de 28 anos viveu momentos de terror ao ser sequestrado, agredido e ameaçado por homens que se passavam por policiais em Rio Branco, capital do Acre. Para escapar de uma execução em uma área isolada, a vítima precisou pular do veículo em movimento na Avenida Getúlio Vargas.
Abordagem e falsas acusações O crime teve início na última segunda-feira (26), quando o condutor aguardava uma corrida em frente à Gameleira, no Centro da cidade. Três suspeitos armados e sem uniformes o abordaram, anunciaram a falsa operação policial e iniciaram uma série de acusações sobre a suposta participação dele em um assalto no Residencial Bonsucesso.
“Um deles já encostou com a arma e falou: ‘Desce com a mão na cabeça’. Eu não estava entendendo nada, mas temendo que algo pior acontecesse, obedeci. Era por volta de 12h e em frente ao ponto de táxi na Gameleira, algumas pessoas viram, mas ninguém fez nada com medo”, afirma o motorista de app.
Dentro do automóvel, os criminosos exigiram a devolução de celulares e ouro que teriam sido levados no crime investigado. “Seguinte, cara, vou te passar o papo reto. Tu tava (sic) no roubo lá [no residencial] Bonsucesso há duas semanas”, dizia um dos envolvidos, conforme registros da câmera de segurança do próprio carro. A vítima negou todas as acusações veementemente.
A fuga e a investigação Após cerca de vinte minutos de intimidação e agressões físicas, o motorista aproveitou um momento em que trafegavam pela Avenida Getúlio Vargas para abrir a porta e se jogar na rua, buscando abrigo logo em seguida. Ele sofreu diversos ferimentos e precisou de atendimento médico.
A Polícia Civil e a Polícia Militar do Acre abriram investigações para apurar o caso e verificar se há envolvimento de agentes de segurança pública. A caminhonete utilizada pelo trio na abordagem já foi identificada pelas autoridades.
“Investigamos uma ocorrência, onde foi utilizado um veículo semelhante ao que o motorista de aplicativo utilizava no momento em que foi sequestrado. Mas, isso não confirma que o veículo deste motorista é o veículo utilizado no crime. São diversos veículos semelhantes. É uma prática comum hoje em dia, inclusive, pessoas adquirirem veículos, principalmente veículos elétricos. E alugarem para terceiros para que esses exerçam a profissão de motorista de aplicativo”, descreveu o delegado-geral Pedro Paulo Buzolin.






