Fontes ouvidas pela agência Reuters indicam que a administração de Donald Trump não tem planos de reconhecer o senador Flávio Bolsonaro (PL) como “líder do Brasil”. O parlamentar embarcou para território norte-americano na quarta-feira 28, logo após o revés sofrido no pleito presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva.
Estada nos Estados Unidos e polêmicas epistolares Do exterior, o político publicou inicialmente uma carta na qual se intitulava “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Contudo, minutos mais tarde, o termo foi modificado para “líder do Brasil”. Conforme apuração da imprensa internacional, fontes ligadas à Casa Branca rechaçam essa narrativa.
Ainda assim, a gestão americana viabilizou a entrada do senador em Miami, embora tente contornar qualquer crise diplomática direta com o governo brasileiro. Por sua vez, autoridades do Brasil mantêm uma postura de prudência diante dos desdobramentos.
Passaporte e rota de fuga até a Flórida Mesmo sem condenações criminais, a Polícia Federal solicitou a retenção do documento de viagem do parlamentar logo após o término da apuração das urnas. A medida cumpriu determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a justificativa de perigo de evasão. Contudo, o senador ignorou a determinação e utilizou um documento italiano para sair do país.
O chefe da Casa Blanca declarou publicamente que o parlamentar brasileiro era bem-vindo ao país, mas evitou validar questionamentos sobre a lisura das eleições. O republicano classificou o pleito como uma “desgraça”, mas expressou o desejo de preservar canais de comunicação abertos com o atual presidente brasileiro.
O trajeto internacional do senador começou dois dias após a confirmação do resultado nas urnas. Acompanhado da esposa e das filhas, ele atravessou a Ponte da Fraternidade em direção a Puerto Iguazú, na Argentina. Cerca de quarenta minutos depois, pegou um voo da empresa Baires Fly rumo a Guayaquil, no Equador, de onde partiu com destino final à Flórida.
De acordo com o jornal The New York Times, o arranjo logístico para o aluguel do jato executivo foi coordenado por Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca.
A situação internacional do parlamentar segue gerando debates diplomáticos enquanto o governo americano busca equilibrar a recepção ao aliado e a manutenção das relações oficiais com o Palácio do Planalto.






