O senador Flávio Bolsonaro desembarcou em um aeroporto executivo de Miami, nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira (28), acompanhado da esposa e das filhas. A viagem ocorreu de forma clandestina, após o parlamentar descumprir uma ordem do Supremo Tribunal Federal que determinava a entrega de seus passaportes e proibia sua saída do território nacional.
A rota da fuga A saída do Brasil aconteceu de maneira sigilosa. O grupo cruzou a fronteira terrestre com a Argentina na noite de terça-feira (27), entrando pela Ponte Internacional Tancredo Neves. Cerca de quarenta minutos após a chegada em solo argentino, a família embarcou em um jato particular Gulfstream G400.
A aeronave decolou de Puerto Iguazú com destino inicial a Guayaquil, no Equador, antes de seguir rumo a Miami. O plano de voo evitou o espaço aéreo brasileiro, sobrevoando o Paraguai, a Bolívia e o Peru. A Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmou oficialmente a entrada e a saída do senador pelo país vizinho.
Avaliação de risco e investigações A Polícia Federal já havia apontado riscos concretos de fuga em representação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, destacando o poder econômico do investigado e declarações públicas de aliados sugerindo sua saída do país após a derrota nas urnas. O magistrado havia determinado a retenção de todos os passaportes do parlamentar, incluindo o documento italiano emitido em 2023.
Donald Trump apoia a entrada nos EUA Enquanto o caso repercute internacionalmente, o Departamento de Estado norte-americano confirmou a emissão de vistos para o senador e seus familiares. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou publicamente que aprova a chegada do político brasileiro e voltou a questionar a lisura do pleito eleitoral ocorrido no último domingo.






