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Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morre aos 70 anos em Porto Alegre

Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morre aos 70 anos, em Porto Alegre

O jornalismo esportivo do Rio Grande do Sul está de luto. Adroaldo Guerra Filho morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos, na capital gaúcha. O comentarista da Rádio Gaúcha estava internado no Instituto de Cardiologia e construiu uma trajetória marcada pela versatilidade, carisma e frases de efeito que embalaram os ouvintes por 27 anos, além de quase cinco décadas dedicadas às redações.

Herança de família e início no rádio A proximidade com os meios de comunicação começou ainda na infância, influenciada pelo trabalho do pai. Filho da funcionária pública Ieda e do rádio-ator e comunicador Adroaldo Guerra — conhecido popularmente como Vovô Guerra por comandar um programa infantil —, ele cresceu respirando o ambiente artístico e jornalístico.

“Meu pai foi artista, meu pai fazia novela e ficou conhecido como vovô Guerra pela festa com as criancinhas. Eu entrava na redação e diziam que eu era o filho do vovô.”

Apesar da referência paterna, o primeiro grande interesse profissional veio das pistas de corrida de cavalo. O gosto pelo turfe acabou abrindo as portas para a imprensa escrita antes mesmo de sua consolidação no rádio.

A paixão pelo turfe e os primeiros passos na profissão Enquanto estudava Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Guerrinha teve seus primeiros textos publicados no extinto Jornal Hoje, nos anos 1970. Na sequência, passou a cobrir o cotidiano do Jockey Club para a Folha da Manhã e para o Correio do Povo, veículos da antiga Caldas Júnior. Naquela época, o turfe ganhava grande destaque diário na imprensa devido ao interesse de Breno Caldas, dono da empresa.

Trajetória consolidada no Grupo RBS O retorno definitivo ao Grupo RBS aconteceu em 1983. Convidado por Emmanuel Mattos, passou a assinar textos sobre assuntos hípicos no jornal Zero Hora. Embora demonstrasse profundo conhecimento sobre o prado, costumava brincar que conquistou espaço apenas porque os demais colegas queriam fugir do tema.

Com a redução gradual do espaço dedicado às corridas de cavalo, a cobertura hípica foi encerrada em 1993. A partir desse momento, migrou para a editoria de esportes mais cobiçada da redação, passando a fazer a cobertura do Internacional. Adroaldo Guerra Filho deixa a esposa, Kátia, as filhas Michelle e Karine, e três netos.

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