O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) registrou uma redução em sua votação absoluta em seis estados brasileiros durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, conforme apontam os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As baixas ocorreram no Acre, Amapá, Roraima, Maranhão, Amazonas e Tocantins, considerando o universo com 100% das seções apuradas.
Variação regional e o cenário nacional Em contrapartida, o postulante do PL ampliou sua base em 20 estados e no Distrito Federal. O maior avanço em números absolutos aconteceu no estado de São Paulo, que contabilizou 1.217.155 votos a mais para o candidato entre uma etapa e outra da disputa.
No panorama geral do país, incluindo os eleitores residentes no exterior, Flávio Bolsonaro alcançou 59.826.041 votos, o equivalente a 48,21% dos válidos. A vitória na disputa coube a Lula, que foi reeleito com 64.256.232 votos, representando 51,79% da preferência do eleitorado.
Os maiores crescimentos da campanha As praças que proporcionaram os maiores acréscimos numéricos para o candidato foram São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. Destes cinco principais redutos de alta, Flávio saiu vitorioso no segundo turno em quatro, com exceção apenas de Minas Gerais, onde Lula obteve 50,43% dos votos válidos, superando os 49,57% do adversário.
Em termos proporcionais, o destaque positivo ficou com Goiás, que apresentou um salto de 14,30% na votação do liberal, elevando o patamar de 2.051.888 para 2.345.334 eleitores.
Estados com queda na votação Entre os seis estados que computaram menos votos para o candidato no segundo turno, cinco estão situados na região Norte, além do Maranhão, localizado no Nordeste. O Acre contabilizou a maior perda em volume absoluto, saindo de 302.807 para 287.715 votos — uma retração de 15.092 apoios, embora o político ainda tenha triunfado na unidade federativa com 66,57% dos válidos.
Apesar da queda no total de eleitores em relação ao primeiro turno, Flávio também manteve a vitória em Roraima e no Tocantins. Por outro lado, Amapá, Maranhão e Amazonas direcionaram a maioria de seus sufrágios para Lula na etapa final.
Queda proporcional no Amapá Sob a ótica percentual, a retração mais significativa deu-se no Amapá, que registrou 13.604 votos a menos, traduzindo-se em uma baixa de 6,41% na comparação com o primeiro turno. Enquanto isso, o Acre viu sua queda proporcional atingir 4,98% mesmo liderando a perda em quantidade de votos.






