O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou nesta terça-feira (27.oct.2026) o seu aniversário de 81 anos no Palácio da Alvorada. O evento festivo reuniu ministros, parlamentares aliados e militantes, com uma estimativa de público entre 2 mil e 3 mil pessoas organizada pelo Partido dos Trabalhadores.
Atrações musicais e chegada da comitiva
A programação teve início por volta das 17h, embalada por uma banda posicionada em um trio elétrico que executou sucessos de grandes nomes da música popular, incluindo Elba Ramalho, Gonzaguinha e Fafá de Belém. O petista chegou ao local pouco antes das 18h, conduzindo um carrinho de golfe ao lado da primeira-dama, Janja da Silva. Após saudar os presentes e discursar, os convidados cantaram os parabéns e degustaram um bolo nos sabores morango e abacaxi, que trazia a mensagem: “Gente é para brilhar. Parabéns, presidente Lula”.
Pronunciamento e agradecimento aos eleitores
Durante os 12 minutos em que esteve ao microfone, o chefe do Executivo abordou o cenário eleitoral e agradeceu o apoio recebido nas urnas. O presidente foi reeleito no pleito com 51,79% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que obteve 48,21%. O petista mencionou que forças políticas tradicionais e o mercado financeiro atuaram contra sua candidatura.
O discurso também destacou a participação popular na virada do segundo turno, com menções honrosas aos jovens e aos eleitores da terceira idade. O presidente declarou: “Minha gratidão à juventude, que quando percebeu que a democracia podia correr o risco, não vacilou e foi para rua sem perguntar para partido, sem perguntar para mim ou para o Alckmin. Foram para a rua porque eles acham que, mesmo a democracia tendo defeito, não tem nenhum regime que permita a participação social como a democracia”. O momento mais emocionante ocorreu quando o aniversariante chorou ao relatar o esforço de idosos que enfrentaram dificuldades para votar.
Críticas à viagem de adversário político
Ainda na tribuna, o petista direcionou críticas à decisão do senador Flávio Bolsonaro de deixar o território brasileiro logo após o término da disputa eleitoral, comparando a atitude com sua própria postura em derrotas passadas para Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e outros concorrentes.
O presidente afirmou: “O Brasil é a 2ª pátria dele [Flávio Bolsonaro]. A 1ª pátria é lambe-bota dos Estados Unidos”. O líder governista também relembrou o período das investigações da Operação Lava Jato para reforçar sua permanência no país: “Quando pediram meu passaporte, eu entreguei. E ele deveria ter entregado. Mas infelizmente a família Bolsonaro é isso. O Brasil é a 2ª pátria deles, a 1ª é a devoção aos Estados Unidos”. O discurso ainda classificou o adversário como miliciano e concluiu: “E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se o Brasil não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à presidência da República”.
A celebração contou com a presença de diversas autoridades de expressão nacional, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros de Estado, senadores, governadores e assessores especiais da presidência.






