O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), errou uma projeção matemática publicada em sua conta oficial na rede social X no domingo (25.out.2026) sobre o desfecho do segundo turno das eleições presidenciais. No material divulgado, ele afirmou ter recorrido a informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, a uma planilha eletrônica e a um modelo estatístico avançado para antecipar o vencedor da disputa.
Metodologia estatística utilizada pelo governador De acordo com o chefe do executivo paulista, a estimativa foi obtida por meio da Simulação de Monte Carlo, que consiste em uma técnica matemática e computacional baseada em amostragem aleatória repetida para estimar as probabilidades de diversos desfechos possíveis.
Diferença entre o cálculo e o resultado oficial Conforme a projeção divulgada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apoiado pelo governador, venceria o pleito com uma vantagem de 6 milhões de votos sobre o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O cálculo indicava um triunfo do parlamentar com 53% dos votos válidos contra 47% do petista.
No entanto, o cenário previsto não se confirmou nas urnas. Lula acabou sendo reconduzido ao seu quarto mandato presidencial. O balanço final divulgado pelo sistema do Tribunal Superior Eleitoral às 23h38, após a totalização de 100% dos votos, apontou a vitória do candidato do PT com 51,79%, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,21%.
Antes de divulgar os cálculos que apontavam a vitória do aliado, o governador publicou a seguinte mensagem na plataforma digital: “Começando a apuração agora, mas a gente já tem um palpite matemático de quem será o próximo presidente do Brasil! Confere aí… https://t.co/KjB23aSHgc”.
A divergência entre o modelo estatístico apresentado pelo governador paulista e a apuração oficial do tribunal reforça a imprevisibilidade de disputas eleitorais polarizadas, mesmo quando submetidas a ferramentas analíticas e projeções computacionais complexas.






