O Nordeste manteve sua posição como o principal reduto eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 2026, assegurando a vantagem necessária para a conquista do Executivo federal.
Desempenho nos estados nordestinos
O presidente triunfou nos nove estados que compõem a região: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Esse desempenho territorial foi determinante para o desfecho do pleito, que terminou com o placar nacional de 51,79% a 48,21% sobre o adversário Flávio Bolsonaro (PL).
Comparativo regional e mapa nacional
Enquanto o candidato do PL obteve maioria em todas as unidades da Federação das regiões Sul e Centro-Oeste, o petista também encontrou respaldo expressivo em Minas Gerais e em quatro estados nortistas: Amazonas, Amapá e Pará. No total, Flávio Bolsonaro conquistou a maioria em 14 estados, ao passo que Lula venceu em um número menor de UFs, mas compensou com margens expressivas nos grandes colégios eleitorais.
Destaques no Piauí e na Bahia
O Piauí destacou-se ao entregar ao petista 75,88% dos votos válidos na etapa final, configurando o índice mais alto do país entre as 27 unidades federativas. Na fase inicial da disputa, o candidato já havia obtido 70,99% no território piauiense, evidenciando a solidez da base política local.
Na Bahia, a contagem finalizou com 71,31% para o presidente e 28,69% para o opositor. O avanço foi nítido em relação ao primeiro turno, quando o índice havia sido de 66,17%, resultando em um incremento de 820.487 eleitores na segunda etapa da votação.
Estratégia e virada no segundo turno
O resultado evidenciou que a quantidade de estados conquistados por cada concorrente não define o pleito, visto que a presidência é decidida pelo somatório total de votos válidos no país. Com essa dinâmica, Lula alcançou uma margem de 4.430.191 votos à frente na contagem geral.
Após encerrar a rodada inicial atrás do senador na contagem de unidades federativas, a estratégia da chapa vencedora intensificou a presença em atos de rua e nas plataformas digitais. O período decisivo ainda foi marcado por uma adesão de quase três milhões de novos votantes em comparação ao primeiro turno, acompanhada por uma retração nos índices de abstenção em branco e nulo.






