O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou o número de votos recebidos em todas as 27 unidades da Federação entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026. O maior crescimento absoluto ocorreu em São Paulo, onde o petista conquistou 2.613.861 votos adicionais, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.
Balanço nacional da disputa
Na soma nacional, que inclui os votos do exterior, Lula passou de 53.879.538 para 64.256.232 votos, aumento de 10.376.694. Flávio Bolsonaro (PL) também cresceu, de 56.104.503 para 59.826.041, mas terminou a eleição em segundo lugar.
Os dez estados com maior alta absoluta
O ranking considera o aumento em números absolutos da votação de Lula entre 4 e 25 de outubro, e não a quantidade de eleitores que mudaram de candidato. São Paulo lidera a lista com 2.613.861 votos a mais, passando de 9.505.413 para 12.119.274. Em seguida aparecem Minas Gerais, com 1.162.163 a mais (de 5.188.936 para 6.351.099), e o Rio de Janeiro, com acréscimo de 872.372 (de 3.693.021 para 4.565.393).
A lista segue com a Bahia, que registrou 820.487 votos adicionais (de 5.664.771 para 6.485.258), Pernambuco com 563.542 (de 3.553.971 para 4.117.513) e o Rio Grande do Sul com 529.793 (de 2.294.759 para 2.824.552). Completam o topo do ranking o Paraná, com alta de 511.907 (de 2.054.597 para 2.566.504), o Ceará com 480.861 (de 3.555.263 para 4.036.124), Goiás com 396.675 (de 1.188.880 para 1.585.555) e Santa Catarina, que somou 291.146 votos a mais (de 1.127.168 para 1.418.314).
Concentração de votos e reviravolta mineira
As quatro unidades da Federação com os maiores acréscimos concentraram 5.468.883 votos adicionais para o presidente. Minas Gerais foi a única em que a liderança mudou de candidato: Flávio havia vencido no primeiro turno, mas Lula recebeu 50,43% dos votos válidos na segunda etapa, contra 49,57% do adversário.
Desempenho do segundo colocado
Ao contrário de Lula, Flávio Bolsonaro terminou o segundo turno com menos votos nominais do que no primeiro em seis unidades da Federação: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Roraima e Tocantins. A maior redução ocorreu no Acre, onde Flávio passou de 302.807 para 287.715 votos, perda de 15.092. No Amapá, a queda foi de 13.604 votos, e em Roraima, de 11.647. O senador, porém, ampliou sua votação no conjunto do país em 3.721.538 votos.
Em nove unidades da Federação, o comparecimento foi menor no segundo turno: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. Ainda assim, Lula ampliou sua votação em todas elas. Os dados mostram que o aumento da votação de um candidato não equivale necessariamente ao ingresso de novos eleitores na disputa.
O levantamento usa os resultados consolidados dos dois turnos disponíveis na página de apuração da Jovem Pan. A comparação estadual não inclui os votos do exterior.






