Os estados da região Nordeste apresentaram as menores taxas de abstenção do Brasil durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25.out.2026).
Ceará destaca-se com menor ausência do país
Conforme informações divulgadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o Ceará encabeçou o ranking de comparecimento às urnas, registrando uma ausência de apenas 13,89% entre os eleitores aptos. Logo depois apareceram Pernambuco (15,18%) e Paraíba (15,54%), consolidando o trio de estados com os melhores índices na disputa que envolveu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O índice de abstenção em âmbito nacional atingiu 19,22%, o que representa um comparecimento de 80,78% do eleitorado brasileiro. No caso cearense, a proporção de faltosos ficou 5,33 pontos percentuais abaixo da média geral do país. Pernambuco registrou uma diferença de 4,04 pontos, enquanto a Paraíba ficou 3,68 pontos abaixo. Cabe destacar que, entre as 10 menores taxas de abstenção nacionais, apenas 3 não pertenceram a estados nordestinos. A região também se destacou pela ampla preferência eleitoral, conferindo 69,37% dos votos válidos ao candidato petista.
Queda generalizada na comparação com 2022
No confronto com os dados do segundo turno de 2022, a Bahia contabilizou a retração mais expressiva na abstenção entre as 27 unidades da Federação. A porcentagem de eleitores faltosos diminuiu de 20,48% para 16,71%, configurando um recuo de 3,77 pontos percentuais. O Ceará veio na sequência, com diminuição de 3,25 pontos, seguido por Sergipe, que teve baixa de 3,18 pontos.
No geral, o índice de ausência caiu em 25 das 27 unidades federativas frente ao pleito de 2022. As exceções restringiram-se a Roraima, onde a taxa de ausentes avançou 1,23 ponto percentual, alcançando 23,15%, e ao Distrito Federal, que apresentou alta de 0,58 ponto, chegando a 17,30%.
Estados com maior índice de ausência
No extremo oposto, o Acre computou a maior abstenção do território nacional, atingindo 26,08% de eleitores ausentes. O Amapá obteve o segundo maior patamar, com 25,47%, antecedendo Roraima, com 23,15%. Apesar de figurarem no topo das estatísticas de ausência, Acre e Amapá apresentaram queda na abstenção em relação a 2022, com reduções de 2,33 e 1,70 pontos percentuais, respectivamente. Na edição anterior, em 2022, o Acre também havia liderado esse ranking negativo, com 28,41% de faltosos, seguido pelo Amapá com 27,17% e Rondônia com 24,68%.
Analisando os colégios eleitorais mais expressivos, São Paulo marcou abstenção de 19,81%, frente aos 21,06% contabilizados no segundo turno de 2022. Em Minas Gerais, o índice foi de 20,33%, contra 20,99% de quatro anos antes. Já no Rio de Janeiro, a ausência atingiu 21,62%, comparado aos 22,24% da eleição passada. Os três estados registraram queda na proporção de eleitores que deixaram de votar.
Em termos gerais, a abstenção brasileira reduziu 1,36 ponto percentual em relação ao segundo turno de 2022, quando 20,58% do eleitorado não compareceu à disputa entre Lula e Jair Bolsonaro (PL). O resultado também indicou queda de 1,86 ponto percentual em comparação ao primeiro turno de 2026, cujo índice havia ficado em 21,08%. A mobilização para diminuir a quantidade de faltosos integrou as estratégias da campanha de Lula, que, após ficar atrás de Flávio Bolsonaro na etapa inicial, obteve 10,4 milhões de votos adicionais no segundo turno para garantir a virada.






