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Flávio Dino defende eleições sem violência após segundo turno de 2026

Dino diz que ‘pedradas, tiros e símbolos nazistas’ nunca mais podem fazer parte de eleições

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta segunda-feira, 26, que episódios de violência, ameaças e manifestações extremistas não devem fazer parte dos processos eleitorais brasileiros.

O pronunciamento do magistrado ocorreu um dia após a conclusão do segundo turno das eleições de 2026, que teve a disputa entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Violência política repudiada no STF

Através de uma postagem realizada em sua conta no Instagram, o ministro prestou homenagens aos vencedores do pleito e enfatizou a necessidade de estrito respeito à Carta Magna e aos veredictos das urnas.

“Pedradas, tiros, chicotes e pessoas acorrentadas, símbolos nazistas e coações nunca mais devem fazer parte de um processo eleitoral no nosso país, já que são condutas ilegais”, escreveu o ministro.

Pluralismo e pacificação nacional

Além disso, o integrante da Corte Suprema pontuou a relevância do pluralismo político fundamentado no artigo 1º da Constituição Federal, pontuando que a harmonia democrática demanda tolerância mútua entre os cidadãos, independentemente de divergências partidárias ou ideológicas.

“Em um país marcado por tantas rupturas institucionais desastrosas, essa persistência democrática deve sempre ser enaltecida”, declarou.

Expectativas para a governabilidade

O representante do Judiciário manifestou ainda a expectativa de que os vencedores das urnas cumpram suas funções sob o rigor constitucional e descubram soluções viáveis para assegurar a governabilidade.

“Como integrante do Poder Judiciário, espero que os agentes políticos consigam definir bons caminhos de governança para que a nossa Pátria propicie mais políticas públicas especialmente aos mais pobres”, escreveu.

Por fim, o magistrado apelou para que líderes religiosos, trabalhadores, empresários, membros da imprensa e a sociedade civil organizada colaborem na construção de um clima coletivo de paz.

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