A cantora e compositora baiana Rebeca Matta está de volta ao mercado fonográfico com o lançamento do seu novo trabalho de estúdio. Conhecida pelo público desde os anos 1990 — período em que lançou o disco “Tantas coisas” em 1998 —, a artista quebra um jejum de 13 anos sem discos inéditos nesta sexta-feira, 30 de outubro.
A produção e a sonoridade de Pélvica
O quinto registro de inéditas da carreira da musicista recebeu o título de Pélvica. O projeto traz dez faixas totalmente autorais, concebidas sob a direção musical da própria Rebeca Matta em parceria com Guilherme Kastrup e Enio Nogueira.
Enquanto Kastrup assina as batidas de bateria e percussão em várias canções, Nogueira atua com guitarras, sintetizadores e programações eletrônicas. O time de instrumentalistas se completa com o contrabaixo de Carla Suzart.
O repertório completo do disco
Antes de colocar o material completo nas plataformas, a baiana antecipou ao público o single “Olho no olho”, lançado no dia 25 de setembro. A faixa conta com participações de peso, reunindo as vozes e o talento de Chico César, Lan Lanh, Larissa Luz, Mateus Aleluia e Roberto Barreto.
Além desta colaboração, a tracklist do projeto é formada por outras nove composições inéditas: “Gira”, “Sem perceber”, “O som do silêncio”, “Dentro da minha cabeça”, “Aconchego”, “Me perdoa”, “Sair por aí”, “Ela” e “Danço”.
Trajetória e experimentações musicais
O lançamento atual funciona como o sucessor do registro ao vivo “À flor da pele”, colocado no mercado em 2013. Ao longo de sua trajetória, a cantora conquistou maior visibilidade na grande mídia principalmente através do segundo disco de sua carreira, intitulado “Garotas boas vão pro céu, garotas más vão pra qualquer lugar”, que chegou aos ouvintes em 2000.
Em sua nova fase criativa, o repertório transita com naturalidade entre a MPB, o pop e batidas de música eletrônica. O resultado consolida as vias experimentais que sempre marcaram a identidade artística da compositora ao longo de sua trajetória na música brasileira.






