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Eleições em Israel: Netanyahu enfrenta pressão e pesquisas apontam avanço da oposição

Netanyahu vive pressão a dois dias das eleições

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enfrenta um cenário político desafiador a apenas dois dias das eleições que podem definir o seu futuro político, marcadas para esta terça-feira, 27.

Manifestações e cobranças por investigação No sábado, 24, dezenas de milhares de manifestantes tomaram a Praça dos Reféns, em Tel Aviv, em um ato organizado pelo Conselho de Outubro, grupo que reúne familiares e amigos de vítimas e sobreviventes dos ataques do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023. A multidão exigiu a criação de uma comissão oficial para investigar as falhas de segurança ocorridas durante os atentados.

Lideranças políticas marcaram presença no protesto O ato contou com a presença de importantes nomes da oposição, incluindo Gadi Eisenkot, Naftali Bennett e Avigdor Liberman. Durante o evento, que reuniu cerca de 100 mil pessoas, o ator Yossi Marshak discursou duramente contra as tentativas de abafamento dos episódios recentes: “Olhem ao redor, vejam quantas pessoas estão aqui”, disse o ator Yossi Marshak, em discurso para os cerca de 100 mil presentes. “Depois de três anos de dor. Depois de três anos de luta. Depois de três anos durante os quais tentaram negar o que aconteceu com todos nós, tentaram normalizar, nos esgotar, nos levar ao desespero e nos dizer que deveríamos desistir e nos acostumar com isso, estamos aqui para dizer: não vamos desistir da verdade.”

Cenário das pesquisas eleitorais Pesquisas divulgadas recentemente indicam um momento desfavorável para a base governista. Levantamentos publicados apontam que o partido Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, aparece à frente do Likud, legenda de Netanyahu. Contudo, o sistema político de Israel, baseado no Knesset — o Parlamento com 120 assentos —, exige a formação de coalizões, pois nenhum dos blocos principais atinge isoladamente a maioria necessária para governar.

Avanço da oposição no Knesset Uma pesquisa de destaque divulgada pelo jornal Maariv sinaliza ventos de mudança na política israelense, mostrando a oposição com 54 cadeiras contra 48 assentos do bloco liderado por Netanyahu. O partido B’Yachad, do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, registrou crescimento e alcançou 15 cadeiras. Os Democratas, sob o comando de Yair Golan, subiram para dez assentos, enquanto o Yashar manteve 21 e o Yisrael Beytenu, de Avigdor Liberman, permaneceu com oito.

Alianças e cláusula de barreira Apesar do recuo geral do bloco governista — que perdeu três cadeiras em relação à semana anterior, apesar de ganhos pontuais do Likud, Shas e do Partido Sionismo Religioso —, Netanyahu historicamente aposta em articulações com siglas menores para assegurar a maioria. Outras legendas também movimentam o tabuleiro político, como a aliança entre o Partido dos Reservistas e o Partido Econômico, capitaneada por Yoaz Hendel e Yaron Zelekha, que ultrapassou a cláusula de barreira e garantiu quatro cadeiras no parlamento.

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