A principal figura de oposição da Venezuela, María Corina Machado, desembarcou de volta ao território venezuelano neste domingo (25), encerrando um período de quase 12 meses vivendo fora de seu país natal.
O retorno político à Venezuela A confirmação da chegada veio à tona por meio das redes sociais da própria ativista e também pelo relato do ex-candidato à presidência Edmundo González, que enfrentou o ditador Nicolás Maduro nas urnas em 2024.
“Estou aqui. Com vocês”, afirmou Machado em sua conta no X. “Venezuela! Estou muito feliz em anunciar que nossa líder, minha querida Maria Corina, está em território venezuelano”, escreveu González.
Tentativas anteriores e o exílio Antes de conseguir pisar novamente em solo nacional neste fim de semana, a oposicionista enfrentou uma série de tentativas frustradas de repatriamento ao longo das últimas semanas.
O exílio de Corina Machado teve início em dezembro, logo após ela receber o prêmio Nobel da Paz e passar meses na clandestinidade fugindo da forte repressão imposta pela gestão de Maduro. Na época, a fuga do país foi viabilizada graças a uma ação secreta comandada pelo governo Trump.
O futuro institucional sob Delcy Rodríguez Até o momento, analistas políticos apontam incerteza sobre quais serão os próximos passos e a forma de atuação da ativista na política interna venezuelana após a sua repatriação.
O atual mandato da presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a deposição de Maduro por uma intervenção militar dos Estados Unidos, sofre duras críticas e é apontado por opositores como uma simples manutenção do regime chavista.






