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Cármen Lúcia é aplaudida por eleitores ao votar em Belo Horizonte

Cármen Lúcia é novamente aplaudida ao votar em BH

A ministra Cármen Lúcia, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), compareceu na manhã deste domingo, 25, ao Colégio Santo Agostinho, localizado na região centro-sul de Belo Horizonte (MG), para exercer seu direito de voto. A chegada da magistrada ao local ocorreu por volta das 8h10.

Manifestações de carinho e apoio dos eleitores

Assim como já havia ocorrido durante o primeiro turno, a autoridade foi recebida com aplausos e pedidos de fotos por parte do eleitorado presente. Entre as pessoas que interagiram com a ministra estavam um homem que vestia a camisa da Seleção Brasileira e um jovem que usava uma camiseta do Partido dos Trabalhadores (PT).

Declarações à imprensa sobre o pleito

Momentos antes de registrar seu voto, Cármen Lúcia conversou com os profissionais da imprensa e enfatizou o trabalho realizado pelas instituições envolvidas na condução do pleito. “A Justiça Eleitoral tem um papel principal na eleição, o ramo da Justiça Eleitoral foi criado para isso, e está cumprindo seu papel.”

No dia 4 de outubro, a ministra já havia comparecido ao mesmo colégio eleitoral. Naquela ocasião, durante pronunciamento aos jornalistas, ela ressaltou o papel essencial do jornalismo para a sustentação da democracia, classificando a atividade com uma relevância superior à de qualquer outro poder.

Engajamento cívico com estudantes mineiros

Poucos dias antes da primeira votação do mês, a magistrada integrou um bate-papo com estudantes do 9º ano da Escola Estadual Pandiá Calógeras, situada no bairro Santo Agostinho, na capital mineira. O diálogo teve como eixos centrais a dinâmica da democracia, a participação ativa dos cidadãos na política e a importância do voto.

Atuação recente e debates no plenário

O nome da ministra ganhou forte repercussão durante a sessão extraordinária realizada em 15 de setembro. Naquela data, o plenário discutiu a validade de dados obtidos que apontavam suspeitas de ligação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.

O debate envolveu divergências procedimentais, inclusive sobre a possibilidade de julgar Moraes em conjunto com o ministro André Mendonça, que atuava como relator da conduta no processo em questão.

Durante sua manifestação, Cármen Lúcia pediu desculpas à sociedade e aos demais ministros por avaliar que sua atuação não foi suficiente para abrandar a crise institucional e diminuir o desgaste enfrentado pelo tribunal. Ela expressou pesar pelo fato de a Corte, cuja função primordial é transmitir segurança à população, ter gerado instabilidade e um “mal-estar cívico”, potencializado pela exposição pública dos atritos no período que antecedeu as eleições.

Na ocasião, a ministra votou em consonância com o entendimento do ministro Edson Fachin, manifestando-se pela continuidade das investigações e pela apuração de forma separada dos fatos ligados a Moraes e Mendonça, antes que o julgamento fosse suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

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