As equipes jurídicas dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral para solicitar a prorrogação da votação neste domingo (25.out.2026), durante o 2º turno da eleição presidencial. A motivação envolve diferentes contratempos que teriam prejudicado a chegada dos cidadãos às urnas eletrônicas.
Avaliação do tribunal e regras vigentes
A palavra final sobre o tema pertence ao presidente da Corte, Kassio Nunes Marques. O encerramento oficial do pleito está marcado para as 17h, no horário de Brasília, sendo garantido o voto a todos que já estiverem posicionados nas filas nesse horário limite.
Alegações da campanha petista
Enquanto o grupo político do petista apontou o corte na quantidade de ônibus disponíveis, a chapa do candidato liberal destacou ocorrências de temporais, vias bloqueadas por alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica, embora cada grupo tenha concentrado suas queixas em regiões distintas do país.
A primeira manifestação da coligação de esquerda exigiu a ampliação até as 19h nas cidades baianas de Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, apontando o déficit na frota de coletivos urbanos.
Posteriormente, um segundo documento protocolado ampliou a demanda para municípios situados em outros nove estados: Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima. Em uma terceira iniciativa, a legenda recorreu ao Supremo Tribunal Federal pleiteando mais duas horas de votação em âmbito nacional.
Além de estender o prazo, a federação integrada por PT, PC do B e PV requereu a entrega de senhas aos eleitores presentes nas filas às 17h, somada à exigência de gratuidade e operação com frota total nos transportes públicos por um período mínimo de duas horas após o fechamento das urnas.
Justificativas da chapa de Flávio Bolsonaro
Por sua vez, a representação do PL direcionou seu pleito ao TSE requerendo a extensão do período de votação em dezenove municípios distribuídos entre os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Como condição associada, o candidato liberal também exigiu que a apuração e a divulgação dos dados oficiais da disputa presidencial fiquem retidas até que o processo seja totalmente concluído nas zonas eleitorais contempladas pela eventual dilatação do horário.
Até o momento do fechamento desta reportagem, as demandas protocoladas seguiam sob análise da Justiça Eleitoral, sem nenhuma determinação oficial publicada sobre a mudança nos horários.






