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Ferrovia Transnordestina vira consenso entre Lula e Flávio para a infraestrutura

Prioridade para conclusão da Transnordestina é consenso de Lula e Flávio

A prioridade máxima para a conclusão da Ferrovia Transnordestina uniu as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro durante o debate eleitoral da TV Globo realizado em 23 de outubro de 2026. Ambas as campanhas colocaram o icônico empreendimento no centro dos planos para o setor de infraestrutura do próximo mandato presidencial.

Histórico e desafios de um projeto centenário

Com duas décadas de tramitação e execução, a ferrovia começou a ser construída em 2006 sob a responsabilidade da TLSA, empresa controlada pelo Grupo CSN. O projeto inicial previa 1.753 quilômetros de extensão cruzando 81 cidades para escoar grãos, minérios e combustíveis até os portos de Pecém e Suape. No entanto, o orçamento disparou de R$ 5 bilhões para cerca de R$ 15 bilhões, acumulando paralisações e disputas judiciais até atingir o traçado atual de 1.206 quilômetros.

Cronograma de entregas e fases da obra

Atualmente, o projeto está dividido em etapas distintas. A fase 1, que liga o sul do Piauí ao Porto de Pecém, já atingiu 83% de execução e tem término agendado para o final de 2027. A segunda etapa avança no Piauí com conclusão prevista para dezembro de 2029, enquanto o trecho pernambucano segue sem data inicial definida.

Segundo o ministro dos Transportes, George Santoro, a malha já conta com 700 quilômetros operacionais e atua como um vetor de integração regional.

“As ferrovias eram pensadas no passado para carregar carga própria apenas do dono da ferrovia, do operador da ferrovia. Hoje a gente pensa a ferrovia para carregar a carga de todos os brasileiros e conectando os modais ferroviário, rodoviário e hidroviário. É muito importante que a Transnordestina conecte cargas que venham do centro do país. E ela corta o Matopiba nos principais locais. Então ela tem uma característica muito interessante para ser um grande corredor logístico brasileiro”, declarou.

A reviravolta no trecho de Pernambuco

O ramal pernambucano enfrentou impasses quando a TLSA devolveu a concessão da fase 3 no final de 2022, alegando inviabilidade financeira para operar os dois portos simultaneamente. Com a entrada da nova gestão federal, o trecho entre Salgueiro e Suape retornou ao planejamento oficial por meio do Novo PAC, ficando sob a responsabilidade da estatal Infra S.A.

A Infra S.A informou que pretende entregar até o encerramento do ano o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para submetê-lo ao Tribunal de Contas da União, cumprindo assim as exigências legais para viabilizar definitivamente a retomada do trecho em Pernambuco.

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