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Kim Jong-un finaliza viagem à China com foco em laços bilaterais

Kim Jong-un encerra visita à China em gesto de aproximação com Pequim

O dirigente máximo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, retornou ao seu território nacional por via terrestre neste sábado (24), conforme noticiado pelos veículos de comunicação oficiais do governo norte-coreano. O deslocamento ocorreu pela cidade fronteiriça de Dandong, marcando o encerramento de sua agenda oficial em território chinês.

Travessia pela fronteira

Durante o trajeto de volta, o líder norte-coreano utilizou uma infraestrutura viária recentemente inaugurada que conecta as nações vizinhas. A travessia por essa ponte estratégica foi interpretada por analistas internacionais como um forte indicativo do empenho mútuo de Pequim e Pyongyang em expandir sua cooperação econômica.

Memória histórica e alianças

Os órgãos de imprensa estatais enfatizaram a dimensão histórica da viagem, classificando a parceria bilateral como um vínculo “inquebrável” originado durante o conflito bélico travado entre 1950 e 1953.

Durante o tour, Kim afirmou que o povo norte-coreano vai “lembrar para sempre os anos gloriosos de luta ao lado do povo chinês” e transmitir de geração em geração a “gratidão ao povo chinês, que ajudou nossa revolução com sangue”, segundo a agência estatal KCNA.

Contexto geopolítico regional

Estrategistas políticos avaliam que a movimentação diplomática serve para consolidar a cooperação financeira entre os aliados antes da futura missão oficial do presidente norte-americano, Donald Trump, à Ásia prevista para o próximo mês.

Simultaneamente, o governo de Pyongyang busca diversificar sua diplomacia, equilibrando a parceria comercial com Pequim e o estreitamento da cooperação militar mantida com Moscou ao longo dos últimos anos.

Segundo a KCNA, ao observar a nova ponte do ponto central da travessia, Kim afirmou esperar que a estrutura “cumpra corretamente sua missão histórica de ligar os dois países e unir firmemente o sentimento dos povos das duas nações”.

Vale lembrar que o relacionamento entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul permanece sob um status jurídico de conflito, visto que a Guerra da Coreia foi encerrada por meio de um armistício assinado na década de 1950, sem a formalização de um tratado definitivo de paz.

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