Aposentados, pensionistas e cidadãos que recebem auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm uma nova oportunidade para atualizar a situação cadastral participando do pleito deste domingo (25). Ir às urnas no segundo turno das eleições funciona como prova de vida automática para a manutenção dos pagamentos regulares.
Como funciona a integração de dados O procedimento é realizado sem burocracia, por meio do cruzamento tecnológico de informações entre a Previdência Social e a Justiça Eleitoral. Dessa forma, o beneficiário fica dispensado de comparecer a uma agência física ou apresentar documentação impressa.
A sincronização dos sistemas já está ativa, repetindo a facilidade que beneficiou cerca de 5 milhões de pessoas durante as eleições de 2024. O sistema valida a presença de forma eletrônica, tornando desnecessário guardar o canhoto de votação ou solicitar o procedimento de forma manual.
Regras para quem faltou ao primeiro turno Quem perdeu a votação inicial pode utilizar o comparecimento na segunda etapa para comprovar que está vivo. O INSS esclarece que a ausência na primeira votação não anula a validade da presença no segundo turno para fins previdenciários.
No entanto, é preciso atenção às normas eleitorais: a justificativa de voto não serve para a Previdência Social, sendo imprescindível o voto na urna. Além disso, quem tem o voto obrigatório e faltou no primeiro turno precisa regularizar a situação com a Justiça Eleitoral posteriormente, já que a participação posterior resolve apenas a exigência do INSS.
Impacto entre os eleitores idosos As normas do instituto e da Justiça possuem distinções importantes. Pessoas com 70 anos ou mais têm voto facultativo e não sofrem obrigações de justificativa, mas podem usar a votação para o mesmo fim cadastral.
Levantamento recente do Movimento Voto 70+, com base em números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aponta que 8,49 milhões de eleitores idosos — o equivalente a 49,2% dessa faixa etária — não compareceram às urnas no dia 4 de outubro. O índice de abstenção foi maior entre maiores de 80 anos (73,1%), seguido pelo grupo de 70 a 79 anos (37,9%), com predominância do público feminino (60,6%).
Alternativas para quem não votar O TSE reforça que a ausência nas urnas não resulta no cancelamento imediato ou bloqueio automático dos valores pagos pela Previdência.
Caso o cidadão decida não votar, existem métodos alternativos para realizar o procedimento e garantir o recebimento. É possível utilizar o aplicativo ou o portal Meu INSS, buscando pela seção “Prova de Vida”, ou entrar em contato por telefone através da Central 135.






