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Último debate tem discussão sobre SUS, licença-maternidade e pedidos de desculpas

Debate da Globo: segundo bloco tem discussão sobre políticas sociais, reação de Lula a 'nove dedos' e pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro; reveja

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), que busca a recondução ao cargo, encontraram-se na noite desta sexta-feira (23) no debate da TV Globo. O confronto representou o último encontro televisivo entre os postulantes ao Palácio do Planalto antes do pleito marcado para o domingo (25).

Bate-boca sobre licença-maternidade e passado

O segundo bloco do evento televisivo concentrou-se em temas como seguridade social, endividamento público e saúde pública. A dinâmica esquentou quando o petista questionou o motivo pelo qual o adversário, durante seu período como deputado estadual no Rio de Janeiro, votou de forma contrária à ampliação da licença-maternidade para 180 dias.

O parlamentar admitiu o equívoco do passado e avaliou que a postura anterior poderia criar barreiras para a inserção feminina no mercado de trabalho, indicando que hoje adotaria outra conduta. “Eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca eu sei da importância de a mãe estar perto do filho por até mais de 180 dias, se possível”, declarou.

A tréplica do atual chefe do Executivo relacionou a mudança de postura a estratégias eleitorais voltadas ao eleitorado feminino e cobrou esclarecimentos sobre o uso anterior da expressão “bolsa-farelo” para se referir ao programa Bolsa Família.

Troca de ofensas e retratação no palco

A tensão subiu quando o atual mandatário protestou contra o uso da expressão “nove dedos”, empregada pelo adversário no primeiro bloco ao criticar a política salarial. O petista recordou o acidente de trabalho sofrido na juventude e elevou o tom da discussão.

“Ele me chamou de nove dedos e eu quero que ele saiba uma coisa. Se tem alguém que conhece o mundo do trabalho, sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo com 17 anos, fui eu, trabalhando à noite, quando eu não podia trabalhar. Não vou permitir que um miliciano me chamou de nove dedos. Ele nunca trabalhou na vida.”, disse o petista.

Em resposta, o representante do PL apresentou uma retratação pública, mas emendou com uma cobrança sobre a população em situação de rua. “Lula, se eu te ofendi porque eu te chamei de nove dedos, eu te peço desculpa, de verdade. Não queria te ofender. Agora, eu quero saber se você vai pedir desculpas aos moradores de rua, que dobraram durante o seu governo”, afirmou o senador.

Propostas para a economia e saúde

No segmento dedicado à economia, o candidato da oposição centrou críticas nos índices inflacionários e na taxa de juros, atribuindo-os à condução fiscal da gestão atual. Entre as propostas apresentadas, destacou-se a promessa de renegociação de débitos por meio da Caixa Econômica Federal, com moratória para pessoas físicas e jurídicas. Em contrapartida, o presidente alegou que a medida replica iniciativas já encaminhadas pelo governo federal.

No setor de saúde, o debate abordou o financiamento e a eficiência do Sistema Único Saúde. Enquanto o postulante oposicionista prometeu refinanciar débitos de Santas Casas e ampliar o atendimento oncológico, a campanha governista cobrou esclarecimentos sobre planos de contenção de despesas e criticou a gestão sanitária anterior. “Eu vou manter, sim, vou investir no SUS, sim”, declarou o senador após pressões da campanha adversária.

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