A distância geográfica não é obstáculo para que cidadãos de Bauru (SP) façam questão de exercer o direito ao voto no segundo turno das Eleições 2026. Morando a milhares de quilômetros de suas cidades natais, expatriados mantêm forte o sentimento de pertencimento e a responsabilidade com os rumos da nação.
Rotina de dedicação na Argentina
O jornalista e estudante de medicina Adham Marin, de 31 anos, mudou-se para Buenos Aires em 2022 e tratou de transferir o documento eleitoral logo após sua chegada. O envolvimento com o pleito é um valor passado por seus familiares ao longo da vida.
“Votar é super importante para mim. Eu acho que isso é uma coisa que eu trago da minha família, eles sempre me ensinaram que o voto é um direito, mas é um direito conquistado a muito custo, não foi um presente de ninguém”, destacou.
Mesmo morando no exterior, ele acompanha diariamente os acontecimentos políticos do interior paulista e do restante do país. Após enfrentar filas e intempéries no primeiro turno, o estudante se prepara para repetir a dose:
“A minha expectativa para esse turno é de ficar duas horas na fila da embaixada com chuva. Mas eu não arredo o meu pé de lá por nada. Quando a gente vai votar, votamos em um projeto de país, para tentar construir um Brasil agradável, que seja bom de se viver para todos”, enfatizou.
Estreia na Suécia
Quem também participa ativamente do pleito é a professora Sabrina Mårtensson, que deixou o Brasil há oito anos para buscar novas oportunidades profissionais em Estocolmo. Após atualizar seus dados junto à Justiça Eleitoral em 2025, ela vota fora do país pela primeira vez neste ano.
“Acredito que morar fora não significa deixar de fazer parte do Brasil, continuo tendo uma ligação muito forte com o país e tudo o que acontece por lá. Por isso, considero importante continuar exercendo minha cidadania e participando das decisões que influenciam o futuro do Brasil”, disse Sabrina.
Para a educadora, o pleito deste domingo deve transcorrer com civismo: “Minha expectativa é que seja um momento de participação democrática, com respeito às diferentes opiniões e escolhas conscientes. E que o resultado represente a vontade da população brasileira”, concluiu.
Como funciona o voto fora do país
De acordo com dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 900 mil brasileiros estão aptos a participar do pleito em 134 nações diferentes. No exterior, os eleitores votam exclusivamente para os cargos de presidente e vice-presidente.
As normas de obrigatoriedade seguem os mesmos critérios aplicados no território nacional: o voto é obrigatório para alfabetizados entre 18 e 69 anos, sendo facultativo para jovens de 16 e 17 anos, maiores de 70 e analfabetos. Quem estiver fora do domicílio eleitoral de origem por viagem temporária não pode votar nas seções estrangeiras e deve realizar a justificativa de ausência posteriormente.






