Pelo menos 17 corpos foram achados em várias áreas da capital paulista e da Grande São Paulo desde o começo de setembro. A ocorrência mais recente com indícios de violência aconteceu na noite de quinta-feira (22), no bairro do Rio Pequeno, situado na zona oeste da cidade. O caso ficará a cargo do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa.
O assassinato de Jean Victor Sousa Guimarães
O episódio anterior, mapeado na zona sul, teve como vítima Jean Victor Sousa Guimarães. O corpo dele apareceu em um terreno baldio na Rua Paulo da Silva, no Jardim do Lago, apresentando as mãos atadas e a cabeça coberta por um saco plástico.
O boletim de ocorrência detalha que agentes da Polícia Militar foram acionados para checar uma situação suspeita e acharam o cadáver em um ponto de descarte irregular de entulho. Registros de câmeras de segurança avaliados no início das diligências revelam a aproximação de um automóvel Renault Sandero preto. Quatro indivíduos descem, tiram o corpo do porta-malas e o lançam no terreno.
O exame preliminar da perícia constatou cinco ferimentos possivelmente causados por tiros, além de uma lesão na testa. O laudo necroscópico definirá a causa exata do óbito.
Dados colhidos junto a parentes pela Polícia Civil apontam que Jean deixou a residência na quarta-feira (21), perto das 14h, e sumiu. A linha inicial de investigação aponta que ele pode ter sido assassinado em outro endereço e desovado no terreno. Até o fechamento do registro policial, os autores do crime seguiam foragidos.
O episódio é apurado como homicídio. As autoridades agora caçam o automóvel flagrado pelas câmeras e tentam qualificar os quatro suspeitos.
Dezesseis ocorrências tratadas como homicídio
Mesmo com 17 corpos localizados desde o início de setembro, nem todas as situações são encaradas como homicídios. O balanço mais recente aponta que 16 casos continuam sob investigação com essa natureza desde o dia 10 de setembro.
A divisão geográfica dessas ocorrências é a seguinte: – 14 casos na capital paulista, sob responsabilidade do DHPP; – 1 caso em Itapecerica da Serra; – 1 caso em Diadema; – 1 caso em São Bernardo do Campo.
Uma das ocorrências ainda não recebeu a classificação de homicídio. O registro pode se referir a uma morte suspeita sem indícios claros de violência, suicídio ou outra motivação que exija esclarecimento pericial.
Investigação no Rio Pequeno
Durante a noite de quinta-feira (22), outro corpo foi encontrado no bairro do Rio Pequeno, na capital. O caso será conduzido pelo DHPP, órgão encarregado de apurar as circunstâncias do óbito e buscar sinais de violência.
Neste momento, faltam elementos para conectar este episódio aos demais localizados na região. A polícia aguarda os resultados da perícia e da necropsia para determinar o motivo da morte.
A contagem oficial engloba 17 corpos achados e, de forma separada, 16 apurações tratadas estritamente como homicídios. Essa separação técnica é necessária porque a descoberta de um cadáver não comprova, de imediato, a ocorrência de um crime.






