A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira (23) que a ex-primeira-dama Melania Trump conseguiu assegurar um cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia na cidade de Oleshky, com vigência marcada para começar no dia 29 de outubro. A medida tem como foco principal viabilizar a entrada de assistência humanitária na região afetada pelo conflito.
Próximas negociações de paz em Abu Dhabi
Porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov informou nesta sexta-feira (23) que tratativas diretas entre moscovitas e ucranianos, mediadas pelo governo norte-americano, devem ocorrer em novembro em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
A abertura russa para reatar o diálogo — interrompido no começo do ano — ocorreu na sequência de uma cúpula na quarta-feira (21) entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff.
Perspectivas e novos acordos diplomáticos
Yuri Ushakov, principal assessor do chefe de Estado russo, declarou que “o conflito na Ucrânia está chegando perto do fim”, embora não tenha aprofundado o tema. Na mesma ocasião do encontro com Witkoff, o governo da Rússia revelou planos para iniciar o envio de diesel aos Estados Unidos dentro de um pacto com Donald Trump, além de confirmar a soltura de um cidadão estadunidense preso desde o eclodir da guerra.
Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky demonstrou respaldo à movimentação diplomática. Em entrevista a uma rede de televisão dos Estados Unidos na última quarta-feira, o mandatário sugeriu o congelamento das linhas de combate como fase inicial rumo a um cessar-fogo duradouro.
Zelensky reforçou a exigência de que Kiev esteja presente em todas as tratativas sobre o fim das hostilidades. “Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato, sobre qualquer tema. Mas não falem sobre nós sem a nossa presença, por favor”, afirmou.
Garantias internacionais de segurança
O líder da Ucrânia enfatizou ainda a importância de que qualquer pacto definitivo contenha salvaguardas de segurança asseguradas por aliados globais, como nações da Europa e os Estados Unidos.
Para o governo ucraniano, tais salvaguardas são indispensáveis para afastar novos episódios de violência. “Isso permitiria que os ucranianos não tivessem medo de que a ocupação retorne, de que a agressão retorne, de que os assassinatos retornem”, disse.






