Home / Política / Irmã de Carla Zambelli declara apoio a Lula no segundo turno

Irmã de Carla Zambelli declara apoio a Lula no segundo turno

Irmã de Zambelli declara voto em Lula

A professora de Direito Paula Zambelli Salgado Brasil, irmã da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), tornou público seu voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno da eleição presidencial, que ocorre contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Manifestação nas redes sociais Em publicação feita em sua conta no Instagram, ela justificou sua escolha eleitoral. “Sou Zambelli, e voto 13 para que nosso país continue a ser democrático, livre, soberano e respeitador das existências todas”, escreveu.

Contexto familiar e trajetória Paula explicou que optou por ficar em silêncio durante o primeiro turno para poupar os parentes de maiores exposições. Na mesma eleição, seu irmão Bruno Zambelli (PL-SP) garantiu a reeleição como deputado estadual, ao passo que sua mãe, Rita Zambelli (PL-SP), disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas não obteve êxito.

A docente também detalhou sua trajetória pessoal e profissional. “Sou uma mulher de 50 anos. Sou progressista. Sou feminista. Sou mãe. Sou amiga. Sou professora universitária, advogada, psicóloga, pesquisadora e consultora”, declarou. Em seguida, completou: “Tenho profundo amor pela democracia, pela Constituição brasileira e pelo Estado Democrático de Direito”.

Diferenças ideológicas Sobre a forte ligação com o sobrenome, a acadêmica esclareceu que manteve o patronímico do ex-marido, Brasil, por motivos acadêmicos, pelos filhos e também porque a irmã adotou publicamente o nome “Zambelli”, embora ressalte que diverge “profundamente” das pautas defendidas pela política.

Repercussão e laços afetivos A professora recordou os momentos de distanciamento social impostos pela crise sanitária da Covid-19 e pontuou que, apesar de manter sua rotina de trabalhos e aulas, evitou emitir opiniões públicas sobre os parentes naquele momento. Para ela, sua postura costuma gerar incômodos no núcleo familiar.

“Durante a pandemia, enquanto minha família vivia um isolamento rigoroso, enquanto eu gravava aulas, corrigia trabalhos, acompanhava meus alunos e tentava atravessar aquele período com responsabilidade, vi o sobrenome da minha família ocupar o debate público por razões que eu rejeitava”, afirmou.

Apesar do racha político, a educadora fez questão de ressaltar que a decisão não representa um corte definitivo nas relações com os parentes. “Eu amo muito o Bruno e a Carla, meus irmãos. E respeito, admiro e amo meus pais”, pontuou. “Discordar não é deixar de amar –e nós seguiremos sendo família”.

Livro e histórico de divergências Como demonstração de que as diferenças vêm de longa data, Paula resgatou um trecho da obra “Não Foi Golpe”, lançada em 2018 por Carla Zambelli. No livro, a ex-deputada elogiava a irmã e a classificava como um “prodígio” e motivo de orgulho acadêmico.

Na mesma publicação literária, Carla apontava que, à exceção da política, as duas compartilhavam valores parecidos, embora enxergassem caminhos estatais antagônicos. “Por isso, quando quero ter certeza de não fazer algo na política, vejo se ela apoia. Se sim, eu não”, escreveu a ex-parlamentar na época.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *