A ferramenta digital Exército do Lula, gerenciada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), atingiu a marca de 10 milhões de seguidores no WhatsApp nesta sexta-feira (23.out.2026), exatos dois dias antes da realização do segundo turno da eleição presidencial. O patamar expressivo foi contabilizado próximo das 17h45.
Estratégia de mobilização nas redes A expansão ocorre no momento decisivo do pleito, que coloca frente a frente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), postulante à recondução ao cargo, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O parlamentar emprega o espaço virtual para direcionar a base de simpatizantes governistas, estipulando missões diárias e organizando táticas de repercussão na internet. As orientações englobam a difusão de conteúdos audiovisuais, criação de memes, realização de buscas direcionadas no Google e inserção de hashtags específicas na plataforma X.
Salto expressivo de adesão O canal registrou 6 milhões de inscritos na terça-feira (20.out), por volta das 20h19. Horas mais tarde, na manhã seguinte, às 9h59, o montante já acumulava 7.065.098 perfis conectados, o que representou um acréscimo superior a 1 milhão de adeptos em um intervalo de 13 horas e 40 minutos.
Durante esse período, o deputado fixou metas gradativas de expansão e solicitou que cada participante atuasse ativamente na adição de novos contatos ao grupo.
“Eu tô simplesmente incrédulo com o que acabou de acontecer”, declarou o deputado ao comentar a velocidade de adesão dos seguidores.
Aceleração na reta final Nesta sexta-feira (23.out), a movimentação foi intensificada para viabilizar a meta de 10 milhões de cadastros. Perto das 16h13, o responsável pela administração pontuou a carência de 300 mil adesões e reforçou o apelo para que a base seguisse convidando novos usuários.
“Não parem por favor! Estamos quase lá!”, escreveu.
Minutos depois, às 17h15, o parlamentar atualizou o dado informando que faltavam apenas 130 mil inscrições. Na ocasião, também estimulou o compartilhamento massivo das tags #ExercitoDoLulaVenceuMaisUma e #HojeTemShowDoLula na rede social X.
Ações coordenadas na web A alta do canal reflete o método adotado por Janones de converter seguidores em agentes ativos de campanhas digitais sincronizadas.
No domingo anterior (18.out), no transcurso do debate presidencial televisionado pela Band, o deputado orientou a militância virtual a impulsionar buscas por termos críticos direcionados a Flávio Bolsonaro no Google.
Entre os tópicos incentivados figuravam expressões como “Flávio miliciano”, “Flávio Ana Clara” e “Flávio Comando Vermelho”, que acabaram alcançando as principais tendências de pesquisa daquela noite.
Disputas de narrativas online Na terça-feira (20.out), a comunidade virtual também se envolveu em um embate de hashtags no X contra simpatizantes do adversário político. A mobilização ocorreu após o grupo rival impulsionar a frase “Não calem os nordestinos”, gerando uma contraofensiva com pautas favoráveis ao atual presidente.
O ecossistema de mensagens opera como mecanismo de pressão e visibilidade nos dias derradeiros da campanha. Contudo, embora o quantitativo de 10 milhões de seguidores demonstre a capacidade máxima de alcance dos comunicados emitidos, a métrica não especifica a quantidade exata de usuários que efetivamente executam as tarefas determinadas pela coordenação.






