A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vai permitir que o governo ucraniano adquira armas, equipamentos militares e munições utilizando sua agência centralizada de compras. A medida, divulgada nesta quinta-feira (22) pelo jornal Financial Times, tem o potencial de fazer com que Kiev consiga suprimentos de defesa de maneira mais ágil e com custos menores.
Estrutura e suporte logístico
“Isso proporciona à Ucrânia a capacidade de ter uma estrutura mais organizada para aproveitar uma ampla gama de recursos que oferecemos: experiência em aquisições, serviços de apoio e acesso a uma base industrial consolidada”, declarou Jacqueline Borsboom, diretora de apoio operacional da Agência de Apoio e Aquisições da Otan (NSPA), ao periódico.
Tensão diplomática e fornecimento de energia
O acerto comercial é firmado em um cenário de deterioração nos laços diplomáticos entre os Estados Unidos e a Ucrânia. O atrito se intensificou após o presidente americano Donald Trump anunciar, no decorrer deste mês, um pacto de exportação de diesel envolvendo a Rússia com o objetivo de diminuir os valores dos combustíveis no mercado norte-americano.
Problemas de inteligência e tecnologia
O território ucraniano também manifestou insatisfação diante de falhas e interrupções no fluxo de compartilhamento de dados de inteligência e na operação do sistema de satélites Starshield. Apesar disso, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, declarou que um encontro realizado em Oslo na terça-feira resultou em um entendimento para solucionar tais impasses.






