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Irmã de Carla Zambelli declara apoio a Lula e surpreende cenário político

Irmã de Carla Zambelli declara voto em Lula no segundo turno: ‘Não dá mais para se omitir’

Paula Zambelli Salgado Brasil, advogada, professora universitária e irmã da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL), anunciou publicamente seu voto no presidente Lula (PT) para o segundo turno das eleições presidenciais, agendado para o próximo domingo (25). A declaração ocorreu por meio de um vídeo veiculado nas plataformas digitais, onde a docente pontuou que decidiu encerrar sua neutralidade política.

Relação familiar e divergências ideológicas

Conforme relatado por Paula, a escolha de expor sua preferência eleitoral de maneira aberta também guarda relação com a forte exposição pública de sua irmã, figura central do bolsonarismo. A professora explicou que preferiu aguardar o encerramento da primeira etapa do pleito para revelar sua decisão, prevenindo eventuais desgastes aos parentes.

Apesar do contraste evidente nas urnas, a docente ressaltou que preserva laços afetivos profundos com a irmã, com a mãe e com seu irmão, Bruno Zambelli (PL), que exerce o cargo de deputado estadual em São Paulo.

“Eu amo a Carla, minha mãe, eu amo o Bruno, meu irmão, e eu tenho uma grande admiração pelas pessoas que eles são, mas eu penso diferente deles”, afirmou.

O contexto judicial da ex-deputada

Enquanto a irmã manifesta apoio ao adversário político da família, Carla Zambelli enfrenta uma série de complicações com a Justiça. A ex-parlamentar chegou a ser detida em território italiano em julho de 2025, após deixar o Brasil na sequência de uma condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, em maio de 2026, a Corte de Cassação da Itália rejeitou o pedido inicial de extradição — que decorria de uma sentença a dez anos de reclusão por invasão aos sistemas informáticos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — e decretou sua soltura.

Atualmente, a Justiça italiana agendou para o dia 27 de outubro de 2026 uma nova sessão para julgar outro pedido de extradição formulado pelo governo brasileiro. O objetivo é viabilizar o retorno da ex-deputada ao país para o cumprimento de uma pena de 5 anos e 3 meses de reclusão, referente ao episódio em que perseguiu um jornalista com arma de fogo em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022. No momento, ela segue em liberdade na Europa enquanto aguarda os desdobramentos judiciais.

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