O governo de Donald Trump (Partido Republicano) classificou o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) como imigrante ilegal e confirmou que ele responde a um processo de deportação nos Estados Unidos.
Situação migratória e cronologia A informação foi confirmada pelo DHS (Departamento de Segurança Interna americano) em resposta a uma investigação jornalística divulgada nesta 4ª feira (21.out.2026).
De acordo com o DHS, Ramagem entrou legalmente nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2025, com autorização temporária de permanência por 6 meses. O prazo expirou em março de 2026, mas ele permaneceu no país sem regularizar a situação migratória. O ICE (Serviço de Imigração e Alfändega dos Estados Unidos) prendeu Ramagem em 13 de abril, mas ele foi liberado 2 dias depois, em 15 de abril, enquanto aguardava o andamento do processo de deportação.
Contradição política e condenação no Brasil O posicionamento oficial contradiz a narrativa de aliados bolsonaristas, que atribuíam ao governo Trump uma “proteção política” ao ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado. Ele deixou o Brasil, descumprindo a proibição judicial de saída do país.
Pedido de asilo e trâmites legais Na resposta enviada ao ICIJ, o DHS afirmou que a apresentação de um pedido de asilo político não confere automaticamente situação migratória regular a um estrangeiro. O departamento também declarou que a existência de um pedido pendente não impede que uma pessoa em situação irregular seja novamente detida ou deportada. O órgão acrescentou que Ramagem terá direito ao devido processo legal.
A confirmação do processo de deportação não significa que a retirada de Ramagem do território americano já foi determinada. O procedimento migratório segue em andamento, e a decisão final caberá às autoridades competentes.
O processo de deportação corre de forma separada ao pedido formal de extradição apresentado pelo governo brasileiro em 30 de dezembro de 2025, conforme confirmado pelo Ministério da Justiça.






