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Chacina de Pioz completa 10 anos enquanto STJ avalia recurso de paraibano

Chacina de Pioz: STJ julga recurso de paraibano acusado de ajudar em morte de família na Espanha

O Superior Tribunal de Justiça iniciou o julgamento de um recurso da defesa de Marvin Henriques Correia, acusado de colaborar com os assassinatos cometidos por Patrick Nogueira Gouveia em agosto de 2016, na cidade de Pioz, na Espanha.

Tramitação no Superior Tribunal de Justiça

O caso é analisado em sessão virtual pela Corte especial do tribunal, que examina um embargo de declaração apresentado após a negativa anterior para envio do processo ao Supremo Tribunal Federal. Com o retorno dos autos ao Tribunal de Justiça da Paraíba e o posterior reenvio ao STJ, a defesa busca levar a discussão à mais alta corte do país, enquanto o órgão judicial aponta que os argumentos exigiriam nova análise de provas já avaliadas.

Investigação das mensagens e repercussão

As apurações tiveram início a partir do histórico de conversas via aplicativo entre os dois jovens durante a execução dos crimes, período em que Patrick matou os tios e os dois primos. A Polícia Civil da Paraíba apontou que o suspeito enviou registros dos corpos e detalhes sobre a ocultação dos cadáveres, recebendo orientações sobre como evitar vestígios. Em contrapartida, a defesa sustenta que a simples troca de mensagens não configura crime e que o réu não possuía obrigação legal de realizar denúncias.

Diferentes entendimentos policiais e impacto emocional

Enquanto a Polícia Civil defendeu a tese de que houve instigação determinante para o quarto homicídio, a Polícia Federal concluiu em 2016 que a conduta não representava participação em homicídio, classificando a atitude como eticamente reprovável, mas insignificante para o desfecho trágico. Familiares das vítimas manifestam revolta com a demora processual, classificando a situação como um exemplo de impunidade, ao passo que o acusado tenta reconstruir sua rotina de maneira discreta dez anos após a tragédia que chocou o país.

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