Presidente desafiou Flávio Bolsonaro a abrir sigilos e chamou sua vida de podre durante ato de campanha na Bahia, exigindo reciprocidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu o tom contra o adversário político e declarou que a “vida” do senador Flávio Bolsonaro (PL) é “podre”. A fala ocorreu nesta 3ª feira (20.out.2026), durante um evento de campanha em Juazeiro, na Bahia, em meio ao impasse sobre a abertura de dados bancários e telefônicos entre os candidatos.
O desafio dos sigilos
A ofensiva verbal começou após a equipe jurídica do petista protocolar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento para a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula e de seus familiares, além de dados de empresas associadas. A medida foi estipulada para abranger o período dos últimos 8 anos, mas tem como condição a reciprocidade por parte de Flávio, com prazo estipulado para resposta até a 4ª feira (21.out). O embate teve início no debate da Band realizado no domingo (18.out), em São Paulo, quando a proposta de exposição das contas foi lançada publicamente para que o eleitorado possa esclarecer dúvidas sobre a idoneidade dos concorrentes. Durante o comício baiano, Lula reforçou as críticas. “Ele certamente não vai ter coragem de abrir o sigilo dele. Não vai ter coragem, nem o telefônico, nem a conta bancária”, declarou o presidente. Em seguida, o petista argumentou que a medida precisa englobar tanto pessoas físicas quanto jurídicas. “Ele sabe que a vida dele é podre e se trata de uma desonestidade”, afirmou, acrescentando que deseja que a população saiba “quem é ladrão neste país, quem é corrupto”.
Detalhes do pedido no TSE
A solicitação formal entregue à Justiça Eleitoral contempla companhias ligadas aos dois políticos. No caso do senador, o documento aponta negócios nas áreas de advocacia, tecnologia e seguros, além de uma empresa offshore situada na Ilha da Madeira, em Portugal. O tribunal ressalta que o protocolo do pedido não significa efetiva quebra de sigilo, pois a divulgação dependerá exclusivamente dos termos impostos no requerimento.
Mobilização e campanha no Nordeste
A agenda política seguiu com uma caminhada rumo a Petrolina (PE), contando com a presença de aliados como os senadores Teresa Leitão, Humberto Costa e Jaques Wagner, os governadores Jerônimo Rodrigues e Rafael Fonteles, além de lideranças locais. Na ocasião, o chefe do Executivo apelou para que a militância convença abstenções do 1º turno a comparecerem às urnas no segundo pleito, direcionando atenção especial aos idosos acima de 70 anos. “Vamos ter que convencer as pessoas que não foram votar, a ir votar. A pessoa que tem mais de 70 anos, transformar o voto numa questão de honra”, declarou. O presidente também ressaltou que a escolha nas urnas vai além de uma simples preferência partidária ou individual. “Não é a eleição de um homem, o que está em jogo é a definição de país que a gente quer”, afirmou, alertando sobre a necessidade de manter a soberania nacional frente a interesses estrangeiros.
Projetos e compromissos regionais
Ainda durante os discursos na divisa entre Bahia e Pernambuco, o mandatário abordou a viabilidade de erguer uma 2ª ponte entre Juazeiro e Petrolina sobre o rio São Francisco, destacando que a execução depende da elaboração de um projeto viável para captação de verbas. Por fim, ao reforçar seus laços com os estados nordestinos, o político criticou eventuais tratamentos desiguais à região, pontuou iniciativas nas áreas de educação e indústria, criticou a reforma da Previdência e defendeu equidade de oportunidades para os moradores locais em relação ao restante do território nacional.






