O pedido para a criação de uma CPMI destinada a apurar supostas irregularidades envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger já conta com o apoio oficial de 83 parlamentares.
Articulação no congresso
A iniciativa foi encabeçada pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) e tem o respaldo da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O levantamento das adesões, computado nesta 2ª feira (19.oct.2026), reúne 54 deputados federais e 29 senadores entre autores, coautores e subscritores.
Foco das investigações
O objetivo principal da comissão parlamentar mista de inquérito é examinar denúncias de corrupção, tráfico de influência, favorecimento indevido e o possível emprego da máquina pública federal em benefício de interesses particulares. Para que o colegiado seja efetivamente instalado, são exigidas ao menos 198 assinaturas, sendo 171 da Câmara e 27 do Senado.
Anúncio de delação
A movimentação política ocorre logo após a empresária declarar, durante entrevista à CNN Brasil no sábado (17.oct.2026), a intenção de firmar um acordo de delação premiada. Na ocasião, ela afirmou possuir dados sobre supostos atos ilícitos ligados a Lulinha e a membros da administração federal.
“Não vou poupar filho de presidente, não vou poupar ninguém. Porque o que está em questão é a verdade, e a verdade tem que ser dita, doa a quem doer”, declarou.
Apesar de citar encontros do filho do presidente com ministros, a empresária não exibiu provas materiais de crimes cometidos por eles. Luchsinger é alvo de apurações decorrentes da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos aplicados a aposentadorias do INSS.
Pedidos de proteção
Em paralelo à articulação da comissão, Damares Alves, que preside a Comissão de Direitos Humanos do Senado, protocolou cinco ofícios para requerer escolta e medidas defensivas para Luchsinger e suas duas filhas, amparando-se em relatos de intimidações.
“Se algo acontecer comigo ou com as minhas filhas, a culpa é do Lula”, afirmou.
Os documentos oficiais foram encaminhados a órgãos de cúpula, incluindo o Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República e pastas ministeriais.






