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Polícia Federal investiga Flávio Bolsonaro por suposta lavagem de dinheiro

PF investiga Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro com advogado Willer Tomaz

A Polícia Federal está investigando o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) sob a suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro. O inquérito policial tramita atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Origem das investigações e conexões O procedimento atual é um desdobramento de outra investigação conduzida pela PF no Rio Grande do Sul, focada em suposta evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de sites de apostas esportivas.

Durante o avanço das apurações, os agentes federais descobriram indícios de que o advogado Willer Tomaz exerceria o controle sobre a Rede Loto, companhia de apostas que obteve autorização para funcionar no Rio de Janeiro em 2023. A análise de dados obtidos após a quebra do sigilo telemático do advogado revelou mensagens eletrônicas e registros que apontam conexões diretas com o parlamentar.

Vínculos e viagens internacionais Relatórios elaborados pela corporação apontam uma convivência próxima entre o senador e o jurista, incluindo registros de encontros e viagens conjuntas.

A investigação aponta que houve pelo menos cinco viagens para o exterior realizadas por ambos em 2025, com destinos que incluíram França, Portugal, África do Sul e Estados Unidos. Conforme os documentos examinados pelos peritos, companhias associadas a Willer teriam colaborado no custeio das passagens aéreas utilizadas por Flávio e seus parentes.

Contas bancárias e a empresa Alcazar Holdings Outro ponto sob escrutínio da polícia envolve mensagens eletrônicas que sugerem o cadastro do senador como “usuário master” em uma conta do banco Santander mantida pela Alcazar Holdings, firma gerida por Willer. Registros indicam que, em maio de 2025, uma colaboradora do advogado pediu a remoção do nome do político do sistema da instituição financeira.

Posicionamentos oficiais dos investigados Ambos os citados negam qualquer tipo de sociedade bancária e afirmam que os registros telemáticos não demonstram transações financeiras irregulares. Flávio Bolsonaro classificou as acusações como “fake news”.

Em nota, Flávio afirmou que mantém apenas uma relação de amizade com Willer e negou qualquer irregularidade.

“A única relação existente entre eles é a de amizade entre as famílias e qualquer tentativa de insinuar irregularidades a partir dessa afinidade pessoal é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos.

Da mesma forma, o senador nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz e nenhuma de suas empresas. Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa.

Essas insinuações não surgem por acaso. Aparecem agora, em pleno período eleitoral, com um propósito único: espalhar Fake News.”

Willer Tomaz também negou irregularidades e criticou o momento da divulgação da investigação.

“Causa estranheza o vazamento, num domingo e a poucas horas do debate entre os candidatos à Presidência, de um suposto inquérito até então desconhecido. Trata-se do uso indevido do aparato policial com o claro propósito de requentar acusações infundadas e interferir no resultado das urnas.

A Rede Loto jamais operou como plataforma de apostas, e a Cathedral é tão somente uma holding patrimonial. Não houve circulação de recursos entre as empresas mencionadas; portanto, inexiste qualquer movimentação financeira irregular.

É igualmente inaceitável que a quebra do sigilo telemático do advogado Willer Tomaz sirva de instrumento para uma ‘pescaria probatória’ destinada a fabricar falsos escândalos com fins político-eleitorais.”

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